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O QUE TE MOVE?

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O que te move? O que faz você se levantar todos os dias? O que determina suas escolhas?

Se você me fizesse essas perguntas há algum tempo atrás, eu não saberia responder.

Por muitos anos eu vivi acreditando que minha vida era consequência do acaso, do destino. E me considerava marionete nas mãos de um ser maior.

Eu me levantava da cama para viver uma vida que se desenrolava a minha frente sem minha permissão, sem minha concordância, sem meu aval. Não me reconhecia no que via a minha volta. Eu não entendia o porquê da minha insatisfação, da minha irritação, da minha ansiedade.

Eu tinha uma pressa interna, um desespero em ver o tempo passar para chegar onde seria a minha vida de verdade.

Foi assim eu vivi 35 anos dessa minha existência. Foi assim que passei pela infância dos meus filhos: esperando… esperando o dia em que seria feliz!

Ou melhor, esperando o dia em que alguém me faria feliz, que alguém me pegaria pelas mãos e me levaria até o oásis da felicidade. Eu realmente acreditava que este poder estava fora de mim, que a minha realização dependia da mudança do mundo, do marido, dos pais, do outro e nunca de mim.

Quando olho pra essa Marilia vejo uma menina carente, cheia de medo e de certezas. Muitas certezas… e muitas regras, rotina, disciplina. Essa é uma forma comum de fugir da verdade que pulsa, que incomoda, que cutuca. A gente fecha os olhos pra dor interna e segue se assegurando que está tudo bem aqui fora, arruma a casa, cria métodos, fórmulas para manter tudo em ORDEM.

Para os padrões sociais eu era a mulher perfeita, a mãe perfeita, vivia um casamento perfeito. Tinha tudo para ser feliz, não tinha motivos para sofrer. Era isso que minha mente repetia sem parar: não seja mal agradecida, a vida é muito generosa com você, olhe pra tudo o que você tem, pare de frescura.

Segui assim até entrar numa grande crise existencial, num grande conflito e num mar de dor.  Não cheguei ao fundo do poço… meu poço não tinha fundo. A minha sensação era de queda livre, sem ter onde segurar e sem encontrar o chão. Eu só caia. Dormia e acordava com uma angustia tão grande que me tirava o ar.

O pior de tudo isso era que eu não falava sobre o que sentia. Isso não estava dentro do script que eu havia escrito pra mim. Eu era a mulher forte, inteligente, decidida. E isso que eu sentia era sinal de fraqueza. Não condizia com a minha pessoa. Poucas pessoas sabem que eu vivi essa experiência.

Isso aconteceu há 10 anos e de lá pra cá vivo num constante vigiar da minha mente pra não cair nessa armadilha de novo.

Quando cheguei na terapia, ouvi: o que você está fazendo para viver a vida que deseja? O que você gosta de fazer? O que te dá prazer, alegria?

Eu não sabia as repostas. Passei tanto tempo olhando pra fora, tentando organizar tudo à minha volta, olhando pro fim da estrada a espera daquele que viria me salvar, mirando no futuro, que EU NÃO ME CONHECIA. Não sabia qual era a minha música preferida, qual estação do ano eu gostava mais, o que era estar sozinha ou não fazer nada. Eu sabia tudo sobre meu marido e sobre meus filhos, mas não sabia nada sobre mim mesma.

Foi a partir desses questionamentos que iniciei o meu resgate.

O que te move?

O que te faz sair da cama todos os dias?

O que te faz querer viver?

O que determina as suas escolhas?

Pare por alguns instantes e sinta como essas perguntas ressoam em você.

Faz dez anos que comecei a maior aventura da minha vida: conhecer a mim mesma, aprender a me amar e a cuidar de mim.

Experimente se olhar, inicie este caminho até quem você é. Vale muito a pena!

Com amor,

Marília Lopes

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