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O CAMINHO SE FAZ NO CAMINHAR

 

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Não espere a vida estar perfeita para dar início aos seus projetos. O caminho se abre  quando você decide dar o primeiro passo… ele se faz no caminhar.

Eu tenho aprendido isso diariamente com o blog Las Lobas. Enfrentar o desafio do “antes feito do que perfeito” me trouxe a leveza necessária para o movimento. Percebi como o perfeccionismo me engessa, me tolhe, me impede o fluir.

E como placas a sinalizar que estou no caminho certo,  tenho recebido muitas mensagens de gratidão pelos posts. Muitas mulheres me relatando suas histórias e contando como lhes fazem bem os textos que compartilho aqui.

Esse retorno de vocês me enche de alegria e contentamento e me dá uma noção do tamanho da minha responsabilidade.

Deixar a vida fluir é um desafio pra mim, controladora por natureza. E, consciente disso, já faz tempo que tento não me programar demais, não criar expectativas. Com o blog tem sido assim, sigo minha intuição sem muito planejamento. Como não tenho conseguido escrever o quanto gostaria por causa da demanda do trabalho e da família, posto o que faz sentido pra mim, o que me provoca reflexão, o que me entusiasma.

E aprendo muito com minhas pesquisas e leituras. Grande parte do que compartilho com vocês  está chegando na minha vida agora também, principalmente no que se refere ao Sagrado Feminino. Não sou especialista no assunto. Estamos caminhando juntas.

Sou jornalista, reikiana, tenho formação em yoga, mas não sou terapeuta, não sou coach… sou uma mulher como vocês, que se divide entre o trabalho no serviço público, a família, as tarefas do dia-a-dia e a busca incessante por se conhecer.

Cresci cercada pela energia feminina, faço parte de uma família de muitas mulheres: tenho seis tias, três irmãs e muitas primas. Minha mãe teve oito partos, criou sete filhos. A capacidade da mulher de criar vida em seu corpo, nutrir, se desdobrar num outro ser sempre me encantou demais.  O papel da mulher na sociedade, no mercado de trabalho, na religião, as cobranças e preconceito que sofremos sempre despertou meu interesse (No texto Sobre Feminismo e Feminino, falo sobre isso. Clique AQUI pra ler).

Mas foi o livro Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkolas Estes, que mudou minha forma de ser mulher, de enxergar  o feminino e me inspirou a criar o blog. Este livro foi pra mim como um portal, e depois de atravessá-lo não consegui  mais voltar a ser o que era. Eu precisava contar pra todas as mulheres aquilo que eu estava descobrindo e foi assim que nasceu Las Lobas – do meu êxtase em relembrar minha sacralidade e do desejo de que todas vocês tivessem acesso ao que havia chegado até mim.

Apesar da paixão que aqueles mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem provocaram em mim, ainda não tinham caído todas as minhas fichas sobre essa forma linda de se manifestar no mundo. Eu ainda estava dando os primeiros passos na conexão com a natureza e seus ciclos,  ainda não havia deixado ir todos os meus pré-conceitos sobre o papel da mulher (e ainda não deixei), estava vivenciando tudo isso de uma forma muito teórica, muito no campo da aprendizagem.

O blog me trouxe esse contato  mais intenso com a diversidade do mundo feminino. A troca diária com vocês alimenta esse espaço sagrado que há em mim, que há em todas nós, onde juntas tecemos uma rede de amor e de empoderamento.

Las Lobas está se firmando como um espaço para discutirmos, para aprendermos, para vivenciarmos um feminino sagrado sem estereótipos. Eu acredito que gente pode entrar em contato com nossos ciclos, com a natureza ou com a Deusa, usando salto, tênis ou de pés nos chão… de jeans, saias longas ou short, do jeito que a gente é, sem forçar nada, sem abrir mão daquilo que nos faz bem, apenas olhando pra nós mesmas, respeitando nosso corpo, nos acolhendo imperfeitas como somos.

O meu convite é para juntas encontrarmos a guardiã da nossa alma, a memória das nossas intenções femininas,  a essência da mulher selvagem que nos habita – La Loba. Vamos entrar nessa mata fechada por tantas crenças limitantes e nos sentar ao redor da fogueira (ou da mesa de café), pra contar histórias e pra lembrar de quem somos: mulheres, livres e conscientes.

Com amor,

Marilia Lopes

   

           Textos relacionados:

Mulheres que correm com os lobos

Sobre feminismo e feminino

 

 

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