DÁ PRA SER FELIZ SEM SER PERFEITA

 

MASCARAS

Já trilhei tantos caminhos desde a primeira vez em que parei pra me olhar e escolhi me conhecer, que as vezes não sei o que é importante compartilhar com vocês.

Há dentro de mim uma necessidade tão grande de transbordamento. E transbordar não significa colocar pra fora conhecimento e sabedoria – longe disso. Significa, pra mim, dividir dúvidas, questionamentos, frustrações, medos. Tudo isso sou eu,  tudo isso faz parte do caminho que me leva até quem sou.

Essa é uma das coisas que aprendi: eu não sou só a moça carismática, espiritualizada, forte, corajosa, tranquila, inteligente, gente boa, otimista, resolutiva, proativa, a mãe dedicada, a mulher parceira, a filha atenciosa.

Eu sou também aquela que tem medo do desconhecido, que, apesar de saber que a vida acontece no aqui e no agora, vive de memórias e da ansiedade pelo que ainda vem. Sou a que se sente incapaz diante de muitos desafios e que tem muita preguiça de fazer o que sabe ser necessário. Sou a criança ferida que ainda pede por amor, por reconhecimento, sou a que culpa o outro pelos seus fracassos. Sou a que tem medo de criticas, medo de errar. Sou a perfeccionista, a autoritária, a controladora e a possessiva.

Integrar aquela que corresponde à minha imagem de perfeição com aquela que tento esconder de todos é O DESAFIO da minha vida.

Este é um processo natural do ser humano. Jogar pro inconsciente aquilo que considera inadequado, feio, inaceitável. Desde muito cedo aprendemos como devemos nos comportar para sermos amados, aceitos, valorizados. Criamos um “ser ideal e perfeito” na nossa mente e passamos a vida tentando nos encaixar nele.

Mas e aquilo que sentimos e que não aceitamos? Vai pra onde? Deixa de existir? Aquilo que não aceitamos ainda está em nós e muitas vezes é o que guia nossas escolhas e nossas vidas de uma forma não consciente.

Eu sempre reprimi a raiva. Cresci num ambiente onde ser “boazinha” era muito valorizado. Pessoas boas e cristãs não tem raiva, ira, ódio – esses sentimentos eram considerados inferiores, assim como a alegria, a vaidade, o prazer eram considerados fúteis.

E é assim, de acordo com o que ouvimos e como somos tratados na nossa infância, que criamos nosso sistema de crenças, que definimos o que podemos mostrar pro mundo e o que é preciso esconder. Criamos uma máscara social – a imagem que queremos que os outros tenham de nós.

O grande problema é que a gente também começa a acreditar nessa máscara. E aprende a conviver com um sentimento de incompletude que não tem explicação. É como se pensássemos assim: eu não sou tão boa como as pessoas acham, se eles me conhecessem de verdade, saberiam que não sou digna de admiração, de amor.

Eu senti muito isso… até entender que tudo SOU EU e que preciso integrar luz e sombra pra me sentir completa. Que preciso me permitir sentir raiva, ódio e seja lá que surgir. Eu não preciso reagir agressivamente às situações – basta sentir, reconhecer, acolher.

Se a raiva chega, eu me permito sentir, dou vazão da forma possível (quebrar pratos ou esmurrar almofadas ajudam muito). Tomo consciência do sentimento, apaziguo meu seu: está tudo bem, não sou menor por me sentir assim.

Integrar – este é verbo. Deixar fazer parte. Reconhecer a existência.

E é enquanto vivo este processo que volto a escrever, a compartilhar, a transbordar o que sou. Com consciência de que não sou perfeita, não sou melhor ou pior do que ninguém, mas sou feita de contradições, de aspectos negativos e positivos, de força e fragilidade, de amor e medo.

Meu novo lema é ANTES FEITO DO QUE PERFEITO e por isso abri mão de esperar meus escritos estarem incorrigíveis antes de publicar. Eu quero é que a mensagem chegue até vocês, que vocês compreendam o que eu estou sentindo agora. Não precisa estar impecável.

Vou adorar receber um feed back, saber como essas palavras te tocaram, se o que percebo em mim faz sentido para você.

Com amor,

Marilia Lopes

SOBRE RECOMEÇOS, ENTREGA E CONFIANÇA

RECOMEÇO

Depois de um longo período afastada, volto a publicar no blog Las Lobas.

Há quase oito meses sofri uma queda de bicicleta e tive uma fratura muito séria no tornozelo, além de fraturar o braço. Passei por quatro procedimentos cirúrgicos e precisei me concentrar em mim. Não havia energia para me doar para nenhuma atividade.

Foi um período difícil, intenso e rico. Foi tempo de muitas descobertas.

Desde o instante em que cai até hoje, vivi emoções contraditórias, fui forçada a encarar minha sombra e a revisitar as várias Marilias que existem no meu ser.

Impotência foi o sentimento que chegou primeiro. Eu não tinha nenhum poder sobre aquela situação.

No momento que percebi que tinha uma fratura exposta no meu tornozelo, cedi. Respirei e me entreguei ao que viesse.

Entrega e confia era a ordem interna…

Estendida naquela estrada de terra, com braço e tornozelo quebrados eu vivi a minha maior experiência de entrega.

Chamei o socorro e esperei. Era só o que eu podia fazer. Nada dependia de mim. Eu não podia resolver aquela situação.

Naquele misto de dor, impotência e medo, conseguir me entregar ao poder superior e confiar que aquilo que eu vivia era o que eu precisava viver foi o primeiro desafio que surgiu.

Entregar e confiar. Confiar e aceitar. Aceitar e agradecer.

O mantra do professor Hermógenes ressoava no meu ser: entrego, confio, aceito e agradeço.

Tive lucidez, consciência e tranquilidade para conduzir todo o meu resgate e fazer as escolhas que precisavam ser feitas. Durante as duas horas entre a queda e a anestesia para a primeira cirurgia, eu repeti pra mim: seja o que for, já é!

Entrega. Confiança. Aceitação. Já tinha uma ideia do que teria que aprender com aquela situação. Mas a vida me olhava, sorria e dizia: sabe nada, inocente! O caminho que eu começava a trilhar ali me levaria muito mais longe do que eu poderia imaginar.

A vida nos desafia sempre, de maneiras variadas. A limitação física é uma das formas que ela escolheu para me testar. Dessa vez, ela se superou: me colocou na cadeira de rodas, me trouxe muletas e me fez totalmente dependente.

Superar desafios eu já havia aprendido muito bem e dessa vez não foi diferente: encarei tudo com otimismo e determinação.

Agora era preciso aprender algo novo. Então, junto com a dor e com a força, meus velhos conhecidos, esse acidente me trouxe a possibilidade de experimentar a vulnerabilidade e a fragilidade.

Mas vou falar disso num próximo post… hoje só vim dizer que estou de volta, que já estou andando novamente rumo ao que sou e que estarei por aqui dividindo com vocês os desafios de encontrar La Loba que existe em mim.

Com amor,

Marilia Lopes

 

TODA NOITE TERÁ FIM

aparecida

Há dois anos fiz uma peregrinação até o santuário de Aparecida. Caminhei 170 km durante 4 dias. Foi uma das experiências mais significativas que vivi.

Andando ao encontro da Mãe Divina, eu aprendi que o caminho é mais importante que o destino e que pra chegar é preciso dar um passo de cada vez.

Numa peregrinação, a gente entende que a força da vontade é imensamente maior que a força do corpo. E que superação significa fazer a mente acreditar que somos capazes.

Eu me lembro da primeira noite de caminhada, do vento frio de julho cortando o rosto e do chão liso sob os pés por causa da chuva que tinha caído durante a semana toda.

E me lembro da escuridão. Atravessamos a noite escura confiando no que nossas lanternas nos mostravam – um pequeno pedaço daquela estrada desconhecida que iríamos percorrer.

Naquela noite aprendemos sobre confiança e fé.

Aprendemos a acreditar que existe estrada mesmo quando a gente não consegue enxergá-la, a seguir em frente mesmo quando o medo do desconhecido tenta nos impedir, a confiar naquele que nos guia e, sobretudo, a ter certeza de que o dia vai chegar… não há noite que dure pra sempre.

Foram dias transformadores.

Hoje vivo uma situação em que todo esse aprendizado é fundamental.

No dia 24 de junho sofri uma queda e fraturei braço e tornozelo. A fratura do tornozelo foi exposta e me rendeu três procedimentos cirúrgicos, uma placa, alguns pinos e uma parada forçada que já completou dois meses e não tem previsão de terminar.

O médico que fez as cirurgias, e que hoje é presença constante na minha vida, diz que o tempo é quem determinará o resultado de todo nosso esforço. Ele me prescreve antibióticos, fisioterapia e paciência.

Paciência para viver o processo de recuperação, para valorizar o caminho tanto quanto o destino, para me lembrar que não importa a distância, mas cada passo dado na direção correta.

Nos inevitáveis momentos de tristeza, medo, ansiedade e preocupação, volto pra estrada. Sinto de novo o poder da oração, revivo a alegria de cada trecho vencido e mais uma vez eu tomo consciência de que a força da minha vontade é muito maior do que a força do meu corpo.

Em peregrinação, busquei a mim mesma, busquei pela Mãe Divina. Agora, é tempo de pausa, de parar à beira do caminho e aprender a esperar, deixar que a Mãe traga até mim aquilo que precisa me encontrar.

Por enquanto, sigo acreditando que viver é caminhar à noite por uma estrada que não conhecemos, que nossa visão de mundo se limita ao que nossa lanterna nos mostra,  que confiar que somos guiados e protegidos é fundamental para atravessarmos com alegria todas as noites escuras da nossa história.

Sigo acreditando que tudo passa, que o sol nasce sempre…

Entrego. Confio. Aceito. Agradeço.

Com amor,

Marilia Lopes

SER FELIZ É UMA ESCOLHA?

 

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Eu acredito que temos o poder de escolher a vida que queremos.

Escolhemos viver bem quando enxergamos o que há de melhor em cada situação, quando aproveitamos cada momento com o máximo de presença, independente de onde estamos ou do que estamos fazendo.

Sempre que desejamos estar em outro lugar, fazendo outra coisa, vivendo outra vida, estamos perdendo tempo e energia. Estamos vivendo em negação. Estamos escolhendo ser infelizes.

Nem sempre compreendemos os porquês da nossa existência, mas apesar disso podemos acolher o que chega, aceitar a vida como a vida é e aprender as lições que ela nos apresenta.

Então, não lute contra o que é. Descubra qual é o sentido dessa experiência, aprenda bem a lição e siga em frente.

Quando a gente para de resistir e simplesmente aceita, a vida fica muito mais simples, mais leve, mais alegre.

Pense nas flores: elas não resistem ao crescimento e às mudanças… naturalmente buscam a luz, crescem e desabrocham perfeitamente.

Nós podemos fazer o mesmo.

Permitir que vida flua através de nós sem querer controlar os acontecimentos é viver como a natureza.

Entregue a sua vida ao poder maior que te guia. Confie que tudo é perfeito como é. Aceite amorosamente tudo o que vier, porque é o que você precisa. Agradeça a possibilidade de aprender sempre com o que chega.

Entrego. Confio. Aceito. Agradeço.

Com amor,

Marília Lopes

 

 

ORAÇÃO HO’OPONOPONO ORIGINAL

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 Essa é a oração original do Ho’oponono. Foi escrita por Morrnah Namalaku Simeona, sacerdotisa havaiana responsável por difundir essa técnica ancestral de cura  

 

Divino Criador, Pai, Mãe, filho – todos em um

Se eu, minha família, os meus parentes e antepassados ofendemos Sua família, seus parentes e antepassados em pensamentos, palavras, ações e realizações, desde o início de nossa criação até o momento presente, nós pedimos o Seu perdão.

Deixe que isto se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura LUZ. E assim é! Está feito!

Para limpar o meu subconsciente de toda a carga emocional armazenada nele, digo uma e outra vez durante o meu dia as palavras-chave do Ho’oponopono:

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes. Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada de minha vida presente

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que eu fiz a eles antes, em alguma vida passada

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu quem pede perdão a esse alguém agora, por este instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Por este espaço sagrado que habito dia-a-dia e com o qual não me sinto confortável

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Pelas difíceis relações das quais guardo somente lembranças ruins

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contriuindo com minha escassez

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: Minhas memórias, eu te amo! Estou agradecido pela oportuidade de libertar vocês e a mim

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Neste momento, afirmo que TE AMO. Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados… TE AMO

Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento

EU SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATA

Minha contribuição para a cura da Terra:

Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou

Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações desde o inicio de nossa criação até o presente, eu peço o Teu perdão deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas, transmute estas energias indesejáveis em pura LUZ. Assim é!

Para concluir, digo que esta oração é minha porta, minha contribuição a tua saúde emocional, que é a mesma minha,  então, esteja bem. E na medida em que você vai se curando eu te digo que

Eu SINTO MUITO pelas memórias de dor que compartilho com você.

Te peço PERDÃO por unir meu caminho ao seu para a cura.

Te AGRADEÇO por estar aqui para mim…

E Te AMO por ser quem você é!

 

Com amor,

Marilia Lopes

LIBERANDO MEMÓRIAS COM HO’OPONOPONO

 

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Eu estava vivendo um período de muitas desconstruções quando entrei em contato com o ho’oponopono pela primeira vez. O nome complicado estava na matéria de uma revista que contava como um psicólogo havaiano, Dr. Ihaleakala Hew Len, conseguira transformar o ambiente de um manicômio judicial sem atender a nenhum detento.

O texto contava que esse profissional nunca esteve pessoalmente com nenhum paciente, nunca os atendeu em consultas. Ele foi chamado para trabalhar no Hawaii State Hospital, numa ala onde ficavam criminosos perigosos e onde o medo e a insegurança faziam com que houvesse uma grande rotatividade de funcionários.

Utilizando a técnica do ho’oponopono, Dr. Hew Len analisava as fichas de cada um dos internos e purificava em si mesmo aquilo que havia em comum entre ele e o paciente, purificava o que havia nele e que contribuía para a situação externa desfavorável.

Em poucos meses, pacientes que viviam algemados foram liberados das algemas, as grandes doses de medicação diminuíram, a equipe parou de faltar, muitos tiveram alta hospitalar.

Parece loucura, né?

Para nossa mente condicionada, que acredita que tudo está fora de nós, realmente não faz muito sentido. Mas de alguma forma, essa história mexeu comigo e eu quis entender melhor como funcionava esse sistema.

Cheguei ao livro LIMITE ZERO, escrito pelo americano Joe Vitale em parceria com o próprio Hew Len.

No livro, os autores explicam que temos duas maneiras de viver a vida: a partir da memória ou da inspiração.

As memórias são como programas de computador executados constantemente em nós. São repetições de situações, reações, pensamentos. É como se estivéssemos sempre reencenando a mesma história de diferentes formas.

A inspiração é o Divino nos transmitindo mensagens.

O que acontece é que temos tantas memórias rodando o tempo todo, que não conseguimos nos abrir para a inspiração.

Ho’oponopono é uma forma de limpar essas memórias e criar um espaço, um canal para a presença e a orientação divina, para a INSPIRAÇÃO.

E como seria essa limpeza das memórias?

O ho’oponopono parte do princípio de que somos 100% responsáveis por tudo que chega até nós. E que tudo que buscamos e experimentamos – tudo – está dentro de nós. Se você quiser mudar alguma coisa, é preciso fazer internamente, não fora. Tudo é você.

Quando qualquer situação desagradável chega até você, é sua responsabilidade limpar as memórias que estejam criando ou atraindo essa situação.

Seja o que for, se chegou ao seu conhecimento é da sua responsabilidade. Desde a discussão na sua família até a guerra na Síria. É sua responsabilidade. É minha responsabilidade. Nós temos memórias comuns que, reencenadas, criam a realidade que vivemos.

Em Havaiano, Ho’o significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”.

Você pode, através desse sistema, se livrar das recordações que tocam repetidamente na sua mente, aquela conversa mental interna incessante.

Sem os pensamentos se repetindo, sem crenças limitadoras, sem condicionamentos, sem as lembranças dolorosas, um espaço vazio se abre dentro de você.

Ho’oponopono lhe permite soltar estas recordações dolorosas. Na medida em que a memória é limpa, pensamentos de origem Divina e inspiração ocupam o vazio dentro de você. A única coisa que devemos fazer é limpar; limpar todas as recordações, com quatro simples frases que abrangem tudo:

SINTO MUITO. ME PERDOA. EU TE AMO. SOU GRATA(O).

Quando você diz SINTO MUITO, você reconhece que algo (não importa se você sabe conscientemente do que se trata) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo.

Ao dizer ME PERDOE você não está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar se perdoar.

TE AMO transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em energia fluindo, religa você ao Divino.

SOU GRATA é a sua expressão de gratidão, sua fé de que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos.

Essas frases devem ser repetidas sempre que você se sentir incomodada com alguma situação. Repita quantas vezes for necessário. Pode ser que queira repetir uma frase mais que a outra. Faça como sua intuição lhe disser.

Pesquisas mostram que 11 milhões de “bits” de informações circulam em nossa volta a todo momento, mas nossa mente só acessa 15 “bits”. E é a partir dessa limitada noção da realidade, que criamos nossos julgamentos.

Nós NUNCA sabemos o que realmente está acontecendo. E é por isso que dizemos para a Divindade: se existe em mim memórias, crenças, condicionamentos ou padrões que estão contribuindo para atrair ou criar a presente situação indesejada, eu gostaria de liberar isso.

Eu sinto muito, por favor me perdoe, eu te amo, sou grata, sou grato!!!

Com amor,

Marilia Lopes

UM ANO SEM… O QUE APRENDI COM O SADHANA

O que acontece quando a gente decide mudar um hábito, escolhe agir ou pensar diferente? Um novo caminho se abre na nossa vida…

 

caminho

UM ANO SEM AÇÚCAR

Há alguns anos, enquanto eu passava por uma situação complicada, fiz um voto. Num dia 12 de outubro ao meio-dia, ao som dos foguetes oferecidos à Nossa Senhora Aparecida, decidi que ficaria um ano inteiro sem consumir açúcar.

Naquela época eu era apaixonada por doce, amava sorvete, era chocólatra. Mas, apesar disso, me comprometi a ficar 12 meses sem ingerir nada que contivesse açúcar ou outro tipo de adoçante.  Tirei sobremesas, bolos, roscas, refrigerantes, sucos adoçados e até o cafezinho.

Essa foi a primeira vez que escolhi me privar de alguma coisa em prol de algo maior. Gostei da experiência. Foi muito bom perceber que podia me controlar, que era capaz de dizer não pra mim mesma.

Descobri em mim uma força que eu não conhecia, me vi capaz de fazer escolhas mais conscientes, me senti livre.

E aprendi que quando a gente se dispõe a crescer através do autoconhecimento, o Universo se aproveita muito dessa disposição. Dentro daquilo que me propus, enfrentei situações em que era muito difícil resistir.

Na Yoga, usamos o termo sânscrito sadhana para representar os sacrifícios que escolhemos fazer ao longo da nossa jornada a fim de fortalecer nosso espírito – sadhana é o meio para alcançar um fim desejado, é uma prática, um caminho.

Ficar sem açúcar foi meu primeiro sadhana. Depois disso, muitos outros vieram: sem carne, sem álcool, sem pão francês, sem falar dos outros, sem gritar, sem julgar, sem criticar, e mais, muito mais. Alguns com duração de um ano, outros do tipo “só por hoje” e ainda os de 21 dias, 40 dias, 30 dias.

UM ANO SEM COMPRAR

Por último, fiquei um ano sem comprar roupas e sapatos para mim. De 12 de outubro de 2015 até 12 de outubro de 2016 eu não comprei nenhuma peça.

Combinei com a minha família que eu poderia ganhar, mas se eles quisessem e o que eles escolhessem me oferecer. Assim, eu exercitaria a humildade ao pedir e ao aceitar o que viesse, inclusive o não.

Cada sadhana é único e te mostra diferentes sujeiras jogadas pra debaixo do tapete.

Nessa última experiência, percebi o quanto eu associava o consumo à satisfação das mais diversas necessidades. Comprava para saciar desejos que não seriam saciados com sapatos novos ou novas “brusinhas”. Desejava coisas da quais eu não precisava.

Descobri, durante esse ano, que dava pra fazer combinações diferentes com peças repetidas, fui aprendendo a valorizar o que já tinha e a descartar definitivamente o que eu não conseguia usar. Aprendi a me relacionar com roupas e sapatos de uma forma diferente, sem colocar neles a responsabilidade de me fazer sentir assim ou assado. Foi um período de muito aprendizado. Precisei lidar com algumas insatisfações, com a vaidade e a falta dela, com autoestima e com meus conceitos sobre ser ou estar bonita. Justamente durante esse período tive uma fratura e alguns probleminhas hormonais que me renderam mais 5 k na balança e alguns centímetros de coxa e quadril.

Como falei lá em cima, o Universo aproveita da nossa disposição e esfrega na nossa cara o que somos e fazemos dentro do contexto do voto. Ele nos testa de todas as formas. Em julho, eu só tinha uma calça jeans que entrava no meu corpo.

UM NOVO CAMINHO

Quando saímos da zona de conforto e nos desafiamos, somos forçadas a abrir novos caminhos. Ao deixar de fazer alguma coisa, automaticamente precisamos aprender a fazer diferente, a olhar por outro ângulo, a conhecer a nossa dinâmica de pensamentos e desejos.

O mais interessante dos sadhanas é que, depois de nos forçarmos por um tempo a seguir o caminho escolhido, ele se torna natural. Agora não tenho mais fissura por doce, não costumo comprar por impulso e procuro observar onde nascem os meus desejos, seja por um chocolate, por um sapato novo ou por falar algo que pode ser substituído pelo silêncio… ou por um sorriso.

Já estou planejando como será 2017. O meu próximo voto terá início no dia 01 de janeiro. Mas, sobre isso, vamos conversar numa outra hora.

Só para constar: ainda caio em tentação, afinal não sou nenhum Buda 😉

Com amor,

Marília Lopes

UMA FLOR E MUITO AMOR

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Essa flor linda, amarilis, foi um presente de aniversário.

Um presente de alguém muito especial. Alguém que, ao longo dos anos, vem aprendendo a me olhar, a me aceitar, a me amar.

Quem me deu essa flor escolheu conviver com a minha luz e com a minha sombra, com minhas calmarias e com minhas tempestades, com minha força e com minhas vulnerabilidades;

Quem me deu essa flor me questiona, me enfrenta, me faz encarar crenças, padrões, condicionamentos;

Quem me deu essa flor me ama sem condições, me apoia nas minhas loucuras, me ampara nos meus desalentos e é a presença mais lúcida e mais carinhosa nas minhas crises de existência;

Quem me deu essa flor mergulha constantemente num mar de emoções e sentimentos conhecido por Marilia, observa pensamentos e atitudes, testa limites, extrapola barreiras;

Quem me deu essa flor é a presença amorosa da mãe que acolhe e o pulso firme do pai que detém;

Quem me deu essa flor me guia pelos caminhos do amor próprio, do autocuidado e da autorresponsabilidade;

Quem me deu essa flor é o estímulo para viver intensamente cada momento, é a lembrança de agradecer pelo que a vida traz, é o contentamento e a alegria;

Quem meu deu essa flor me ensina que felicidade é uma escolha,  que estar aqui, compartilhando desse projeto chamado vida, é uma dádiva divina e que se amar não é egoísmo, é necessidade.

Quem me deu essa flor fui EU.

Já faz algum tempo que me tornei a pessoa mais importante da minha vida e que tenho experimentado me amar antes de amar o outro, me cuidar antes de cuidar do outro, buscar em mim o que eu preciso para transformar as minhas relações e a minha forma de estar no mundo.

Quando meu olhar se voltou para mim, eu entendi o significado das palavras de Jesus: “ama o teu próximo COMO a si mesmo”.

Não há possibilidades de amar o outro sem se amar, de valorizar o outro sem se valorizar, de transformar o outro sem se transformar. Tudo começa dentro, tudo começa em nós.

A amarilis foi o presente que eu me ofereci para celebrar mais um ano e ela representa a beleza de uma história de amor que não tem fim.

Com amor,

Marília Lopes

VÍDEO: AS BENZEDEIRAS DE MINAS | Co.madre

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Fé. O documentário AS BENZEDEIRAS DE MINAS fala de fé. Fé na oração de mulheres simples, que rezam pedindo a Deus a cura de todos os males.

O  vídeo de 25 minutos faz parte do Co.madre, um acervo audiovisual sobre mulheres, que valoriza os conhecimentos, a memória, a ancestralidade, a identidade, o envolvimento comunitário e a cultura.

A construção desse acervo busca evidenciar a força das mulheres na história de seus povos, contribuindo para a redução de diversas formas de opressão, discriminação e preconceitos que atingem mulheres ibero-americanas.

Co.madre nasceu de uma parceria entre o Coletivo Etinerâncias, nove colaborador@s de países da Iberoamérica e mulheres da comunidade de San Basílio de Palenque, durante o III LabiCco – Laboratório Ibero-Americano de Inovação Cidadã, em Cartagena (Colômbia), de 9 a 23 de outubro de 2016.

Eu cresci acreditando na força da oração, no poder das palavras e das intenções. Na minha família, o benzimento é tradição. Benzia-se contra quebranto, benzia-se criança desconfiada, cortava-se o medo de andar.

O documentário me lembrou das muitas benzedeiras que já visitei. Senti o cheiro da arruda, o gosto da cinza na água, o sopro das orações sussurradas e o medo das mãos enrugadas a desenhar o sinal da cruz.

Vale a pena assistir este e os outros documentários disponíveis na plataforma.

E você, já se benzeu? Já recorreu a alguma benzedeira? Compartilhe sua experiência conosco aí nos comentários, ou simplesmente cite o nome das mulheres rezadeiras, curandeiras que você conhece.

Com amor,

Marilia Lopes

 

 

APENAS UM MINUTO

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Há alguns dias tive um sonho intrigante. Em meio a muita confusão uma frase ficou registrada: a quais valores quero ser fiel?

Passei dias pensando nisso. O que orienta minhas escolhas? O que levo em consideração ao traçar meus planos? Afinal, o que é importante para mim?

Esse sonho aconteceu num período em que eu estava meio relaxada comigo mesma comendo mal, sem tempo pra meditar, sem nenhuma prática energética, dormindo muito, de férias daquilo que alimenta minha alma.

Foi um daqueles puxões de orelha que recebemos da vida de vez em quando. E valeu! Porque me trouxe de volta, me lembrou o quanto eu estava distante do que me faz bem.

Pra mim é muito forte a relação entre me cuidar física/energeticamente e estar equilibrada, centrada.

Quando estou conectada comigo, me cuidando, é natural saber o que é importante, o que me orienta, o que realmente vale a pena.

E por que não estou sempre conectada? Por que nós não estamos sempre nos cuidando, observando o que nos faz bem?

Porque passamos os dias ligados no piloto automático, obedecendo inconscientemente a padrões e condicionamentos. Estamos, na maior parte do tempo, distraídos e consideramos isso normal. Já nos acostumamos a viver assim, sem olhar pra dentro, focados no mundo externo.

Vivemos encantados com os milhares de estímulos recebidos pelo nosso cérebro a cada minuto, com as sensações proporcionadas pelos nossos sentidos e com o que pensamos sobre tudo isso. Aí fica fácil se perder, esquecer quem realmente somos, sair do caminho, passar por cima do que é fundamental.

É nesse campo de inconsciência coletiva que o consumismo, as obsessões, as compulsões, a intolerância e mais um monte de reações indesejadas encontram espaço para crescer e se multiplicar.

Mas como sair desse caos, como estabelecer essa conexão interna?

Pare. Silencie. Observe.

Há milênios grandes mestres pregam a meditação, a pausa, o silêncio como remédio para as aflições humanas.

Você pode pensar: “Eu não consigo meditar. Sou muito ansiosa. Sou muito agitada. Essas coisas zens não combinam comigo.”

Você consegue. Todos conseguem, se quiserem.

O mestre espiritual brasileiro Sri Prem Baba lançou recentemente a campanha “Apenas 1 minuto”, uma forma de incentivar o cultivo do silêncio e a prática da meditação.

“Esse conhecimento e essa prática estão ao alcance do todos, independente da classe social, da religião, da nacionalidade. Um instante de silêncio é suficiente para transformar seu estado mental e emocional”, diz Prem Baba.

Se você parar por um minuto e simplesmente observar a sua respiração você já estará meditando, já terá iniciado o caminho de volta pra si mesmo.

E será nesse espaço entre suas atividades e seus pensamentos que emergirá pra consciência aquilo que realmente é importante, pra onde você deve canalizar a sua energia.

O filósofo e matemático francês Blaise Pascal dizia que “a única causa da infelicidade do homem é não saber como ficar quieto em seu quarto”. Estar quieto em seu mundo interno ainda é um desafio para o Ser Humano. Abrir mão do barulho mental, de tudo o que vem de fora e mergulhar no silêncio da meditação é um caminho para o autoconhecimento e para descobrir a quais valores você quer ser fiel.

Apenas um minuto. Comece. Tente. Você perceberá a diferença.

Com amor,

Marilia Lopes