EU VEJO VOCÊ

Tibet's exiled spiritual leader the Dalai Lama greets the audience as he arrives at a talk titled "Beyond Religion: Ethics, Values and Wellbeing" in Boston, Massachusetts October 14, 2012. REUTERS/Jessica Rinaldi (UNITED STATES - Tags: RELIGION SOCIETY) - RTR3956W

Conta-se que certa vez perguntaram a sua santidade o Dalai-Lama como ele conseguia se comunicar da mesma forma com interlocutores de diferentes posições sociais. E ele respondeu: quando estou diante de alguém, seja quem for, sempre penso que sou apenas um ser humano falando com outro ser humano.

Parece simples. Somos todos seres humanos, temos a mesma estrutura física, biológica, mental e emocional mas, apesar disso, nos sentimos tão diferentes. Às vezes melhores, às vezes piores, mas raramente iguais.

Se, como o Dalai-Lama, nós pudéssemos olhar com o coração, sentiríamos essa igualdade, mas fomos treinados a olhar o mundo com a mente. E a mente julga o tempo todo, critica, classifica. É o nosso modo automático de viver.

Enxergamos o status social, a orientação sexual, a opção religiosa, a cor da pele, a ideologia política, o estilo do cabelo ou da roupa. Paramos nosso olhar na superfície do outro, na sua imagem.

Se damos ênfase a características específicas de cada um, ficamos congelados nas diferenças, mas se conseguimos ir além, fatalmente nos encontramos com a humanidade de cada ser. Nos reconhecemos no outro.

Afinal, nós compartilhamos muito mais que o mesmo planeta, nós dividimos as mesmas emoções, os mesmos desejos e, quiçá, as mesmas histórias. Na essência, SOMOS TODOS IGUAIS.

E eu acredito que se dedicar a enxergar o que nos assemelha é o melhor caminho para estabelecer diálogos, resolver conflitos e construir relações mais saudáveis.

Quem assistiu o filme Avatar lembra que os Na’vi, povo nativo de Pandora, ao invés de dizer “eu te amo” dizia “eu vejo você”. Ver o outro é reconhecê-lo como semelhante, é ir além da superfície, é mergulhar no SER. É amar.

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Quando reconhecemos o outro como igual, quando lembramos que TODOS NÓS somos movidos por emoções, memórias, crenças e padrões, fica mais fácil entender e respeitar as singularidades de cada um. Reconhecer o outro é lhe dar o direito de ser diferente.

Eu vejo você. Eu vejo tudo que há em comum entre nós. Eu vejo nossas diferenças. Eu vejo o que te move. Eu vejo a sua dor. Eu vejo o seus potenciais. Eu vejo você e aceito tudo o que eu vejo, mesmo aquilo que não me agrada, mesmo aquilo que não encaixa nos meus padrões. EU VEJO VOCÊ! 

Em tempos de tantas manifestações de ódio e intolerância, sugiro que essa frase torne-se nosso mantra. Vamos repeti-la sempre que surgir pensamentos que julgam, que criticam, que classificam e que pré conceituam o outro.

Vamos, como o Dalai-Lama, VER O SER HUMANO que existe em cada um. Não só naqueles que a gente ama, admira, mas, principalmente, naqueles que despertam em nós os piores sentimentos. Vamos nos lembrar que as motivações do outro nascem no mesmo lugar em que nascem as nossas motivações.

Sinta essa frase. Repita quantas vezes for necessário. Olhe pra qualquer pessoa e repita, mesmo que internamente, EU VEJO VOCÊ. Viva o poder que existe nessas palavras.

EU VEJO VOCÊ! EU VEJO VOCÊ! EU VEJO VOCÊ!

Com amor,

Marilia Lopes

 

 

*Imagens Google

VÍDEO: O QUE APRENDI COM O SILÊNCIO | Márcia Baja

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Neste vídeo, Márcia Baja nos conta o que aprendeu com o silêncio e como a meditação pode ser útil no  processo de soltarmos aquilo que não somos, pra deixar brilhar a nossa essência.

Descanse disso que você acha que é, pra você ser o que realmente é

Márcia Baja completou um retiro fechado de 3 anos e 3 meses em 2013. Ela atua como instrutora de ioga e também como tutora do CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatva, que está presente em vários estados do Brasil. Hoje oferece cursos pelo país e reside no CEBB Darmata, em Timbaúba (PE), onde ajuda a coordenar retiros fechados. Desde 1996, Márcia é aluna de Lama Padma Samten, o mestre budista que fundou o CEBB.

Através do olhar, da voz e de gestos que são pura serenidade, ela fala com propriedade do processo de meditação e nos mostra como deveria ser simples e fundamental o relaxar, o soltar, o observar.

Márcia Baja é pura inspiração. Vale apena investir seu tempo para ouvi-la.

Com amor,

Marília Lopes

A gente recebe as coisas e vai fazendo o que todo mundo faz, mas a gente não para pra pensar se esse é o meu caminho, se isso é o que eu gostaria de realizar na minha vida (…) a gente vai numa onda, fazendo o que é comum, o que tem sido comum pra todos, sem fazer esse mergulho dentro de si mesmo.

Márcia Baja

*Imagem Google

APENAS UM MINUTO

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Há alguns dias tive um sonho intrigante. Em meio a muita confusão uma frase ficou registrada: a quais valores quero ser fiel?

Passei dias pensando nisso. O que orienta minhas escolhas? O que levo em consideração ao traçar meus planos? Afinal, o que é importante para mim?

Esse sonho aconteceu num período em que eu estava meio relaxada comigo mesma comendo mal, sem tempo pra meditar, sem nenhuma prática energética, dormindo muito, de férias daquilo que alimenta minha alma.

Foi um daqueles puxões de orelha que recebemos da vida de vez em quando. E valeu! Porque me trouxe de volta, me lembrou o quanto eu estava distante do que me faz bem.

Pra mim é muito forte a relação entre me cuidar física/energeticamente e estar equilibrada, centrada.

Quando estou conectada comigo, me cuidando, é natural saber o que é importante, o que me orienta, o que realmente vale a pena.

E por que não estou sempre conectada? Por que nós não estamos sempre nos cuidando, observando o que nos faz bem?

Porque passamos os dias ligados no piloto automático, obedecendo inconscientemente a padrões e condicionamentos. Estamos, na maior parte do tempo, distraídos e consideramos isso normal. Já nos acostumamos a viver assim, sem olhar pra dentro, focados no mundo externo.

Vivemos encantados com os milhares de estímulos recebidos pelo nosso cérebro a cada minuto, com as sensações proporcionadas pelos nossos sentidos e com o que pensamos sobre tudo isso. Aí fica fácil se perder, esquecer quem realmente somos, sair do caminho, passar por cima do que é fundamental.

É nesse campo de inconsciência coletiva que o consumismo, as obsessões, as compulsões, a intolerância e mais um monte de reações indesejadas encontram espaço para crescer e se multiplicar.

Mas como sair desse caos, como estabelecer essa conexão interna?

Pare. Silencie. Observe.

Há milênios grandes mestres pregam a meditação, a pausa, o silêncio como remédio para as aflições humanas.

Você pode pensar: “Eu não consigo meditar. Sou muito ansiosa. Sou muito agitada. Essas coisas zens não combinam comigo.”

Você consegue. Todos conseguem, se quiserem.

O mestre espiritual brasileiro Sri Prem Baba lançou recentemente a campanha “Apenas 1 minuto”, uma forma de incentivar o cultivo do silêncio e a prática da meditação.

“Esse conhecimento e essa prática estão ao alcance do todos, independente da classe social, da religião, da nacionalidade. Um instante de silêncio é suficiente para transformar seu estado mental e emocional”, diz Prem Baba.

Se você parar por um minuto e simplesmente observar a sua respiração você já estará meditando, já terá iniciado o caminho de volta pra si mesmo.

E será nesse espaço entre suas atividades e seus pensamentos que emergirá pra consciência aquilo que realmente é importante, pra onde você deve canalizar a sua energia.

O filósofo e matemático francês Blaise Pascal dizia que “a única causa da infelicidade do homem é não saber como ficar quieto em seu quarto”. Estar quieto em seu mundo interno ainda é um desafio para o Ser Humano. Abrir mão do barulho mental, de tudo o que vem de fora e mergulhar no silêncio da meditação é um caminho para o autoconhecimento e para descobrir a quais valores você quer ser fiel.

Apenas um minuto. Comece. Tente. Você perceberá a diferença.

Com amor,

Marilia Lopes

 

UM SOM DIFERENTE POR DIA

Gratidão. Este será um tema muito recorrente por aqui, pode ter certeza.

Em fevereiro deste ano, fraturei meu ombro direito. Um tombo besta, um escorregão durante o banho e já era. Três semanas de tipóia. Sai corrida, musculação, pilates, bike e entra filmes, livros, música, muuuuuuuita chuva e um caminhar diário dentro de casa.

Foi muito ruim? Foi nada! Uma pausa necessária, oportunidade de fazer o que geralmente não faço, tempo de me dedicar a um monte de coisas que gosto e que deixo de lado no corre-corre do dia-a-dia. Só pra vocês saberem, a idéia deste blog nasceu durante aquele período. Viu como essa fratura rendeu?

Logo de cara me impus um desafio: 21 dias de tipóia? Um som diferente por dia, 21 cantores/bandas que nunca tive a curiosidade de ouvir e meus horizontes musicais ampliados. Uhuuul!!!

(Quando digo que nunca ouvi quero dizer que nunca parei pra ouvir. Já havia escutado uma música ou outra de alguns dos cantores que participaram da minha play list, mas durante o meu desafio, ouvi  com o coração)

No final, não consegui completar os 21, mas ouvi 18 cantores/bandas diferentes indicados pelos meus filhos, irmãos e amigos.

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Imagem Google

Vamos à lista do que rolou por aqui naqueles dias de repouso:

1. Frank Sinatra
2. Carla Bruni
3. Edith Piaf
4. Nina Simone
5. Ella Fitzgerald
6. Belle e Sebastian
7. Clarice Falcão
8. Tiago Iorc
9. Lynyrd Skynyrd
10. Julieta Venegas
11. Lana Del Rey
12. Liniker
13. Banda do Mar
14. Criolo
15. Danni Carlos
16. Amy Winehouse
17. Mallu Magalhães
18. Tiê

Gostei muito de todos, mas me apaixonei pela melodia da Carla Bruni. Desde então gosto de ler e escrever ouvindo suas músicas. Elas me acalmam e me ajudam a concentrar.

Ao Universo, minha gratidão pela queda, gratidão pelo repouso forçado e por tudo que veio com ele, gratidão por cada música que ouvi pela primeira vez e pelas sensações diversas que elas me trouxeram.

E você, quando foi a última vez que fez alguma coisa pela primeira vez? Compartilhe com a gente nos comentários.

Com amor,

Marilia Lopes

 

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