LIBERANDO MEMÓRIAS COM HO’OPONOPONO

 

hooponopono

Eu estava vivendo um período de muitas desconstruções quando entrei em contato com o ho’oponopono pela primeira vez. O nome complicado estava na matéria de uma revista que contava como um psicólogo havaiano, Dr. Ihaleakala Hew Len, conseguira transformar o ambiente de um manicômio judicial sem atender a nenhum detento.

O texto contava que esse profissional nunca esteve pessoalmente com nenhum paciente, nunca os atendeu em consultas. Ele foi chamado para trabalhar no Hawaii State Hospital, numa ala onde ficavam criminosos perigosos e onde o medo e a insegurança faziam com que houvesse uma grande rotatividade de funcionários.

Utilizando a técnica do ho’oponopono, Dr. Hew Len analisava as fichas de cada um dos internos e purificava em si mesmo aquilo que havia em comum entre ele e o paciente, purificava o que havia nele e que contribuía para a situação externa desfavorável.

Em poucos meses, pacientes que viviam algemados foram liberados das algemas, as grandes doses de medicação diminuíram, a equipe parou de faltar, muitos tiveram alta hospitalar.

Parece loucura, né?

Para nossa mente condicionada, que acredita que tudo está fora de nós, realmente não faz muito sentido. Mas de alguma forma, essa história mexeu comigo e eu quis entender melhor como funcionava esse sistema.

Cheguei ao livro LIMITE ZERO, escrito pelo americano Joe Vitale em parceria com o próprio Hew Len.

No livro, os autores explicam que temos duas maneiras de viver a vida: a partir da memória ou da inspiração.

As memórias são como programas de computador executados constantemente em nós. São repetições de situações, reações, pensamentos. É como se estivéssemos sempre reencenando a mesma história de diferentes formas.

A inspiração é o Divino nos transmitindo mensagens.

O que acontece é que temos tantas memórias rodando o tempo todo, que não conseguimos nos abrir para a inspiração.

Ho’oponopono é uma forma de limpar essas memórias e criar um espaço, um canal para a presença e a orientação divina, para a INSPIRAÇÃO.

E como seria essa limpeza das memórias?

O ho’oponopono parte do princípio de que somos 100% responsáveis por tudo que chega até nós. E que tudo que buscamos e experimentamos – tudo – está dentro de nós. Se você quiser mudar alguma coisa, é preciso fazer internamente, não fora. Tudo é você.

Quando qualquer situação desagradável chega até você, é sua responsabilidade limpar as memórias que estejam criando ou atraindo essa situação.

Seja o que for, se chegou ao seu conhecimento é da sua responsabilidade. Desde a discussão na sua família até a guerra na Síria. É sua responsabilidade. É minha responsabilidade. Nós temos memórias comuns que, reencenadas, criam a realidade que vivemos.

Em Havaiano, Ho’o significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”.

Você pode, através desse sistema, se livrar das recordações que tocam repetidamente na sua mente, aquela conversa mental interna incessante.

Sem os pensamentos se repetindo, sem crenças limitadoras, sem condicionamentos, sem as lembranças dolorosas, um espaço vazio se abre dentro de você.

Ho’oponopono lhe permite soltar estas recordações dolorosas. Na medida em que a memória é limpa, pensamentos de origem Divina e inspiração ocupam o vazio dentro de você. A única coisa que devemos fazer é limpar; limpar todas as recordações, com quatro simples frases que abrangem tudo:

SINTO MUITO. ME PERDOA. EU TE AMO. SOU GRATA(O).

Quando você diz SINTO MUITO, você reconhece que algo (não importa se você sabe conscientemente do que se trata) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo.

Ao dizer ME PERDOE você não está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar se perdoar.

TE AMO transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em energia fluindo, religa você ao Divino.

SOU GRATA é a sua expressão de gratidão, sua fé de que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos.

Essas frases devem ser repetidas sempre que você se sentir incomodada com alguma situação. Repita quantas vezes for necessário. Pode ser que queira repetir uma frase mais que a outra. Faça como sua intuição lhe disser.

Pesquisas mostram que 11 milhões de “bits” de informações circulam em nossa volta a todo momento, mas nossa mente só acessa 15 “bits”. E é a partir dessa limitada noção da realidade, que criamos nossos julgamentos.

Nós NUNCA sabemos o que realmente está acontecendo. E é por isso que dizemos para a Divindade: se existe em mim memórias, crenças, condicionamentos ou padrões que estão contribuindo para atrair ou criar a presente situação indesejada, eu gostaria de liberar isso.

Eu sinto muito, por favor me perdoe, eu te amo, sou grata, sou grato!!!

Com amor,

Marilia Lopes

CASADA E FELIZ, POR QUE NÃO?

 

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Sou casada há 21 anos. O “status” casada não faz de mim uma mulher submissa, frustrada ou infeliz. Muito pelo contrário.

Não fui criada para ser princesa. Não brinquei só de boneca ou de casinha na minha infância. Convivi com três irmãos que, apesar de mais novos, me ensinaram muito sobre o universo masculino. Vivia brincando na rua de pé no chão e usava cabelo joãozinho – com sete filhos, praticidade era a palavra de ordem da minha casa.

Eu fui criada para ser uma pessoa digna, pra respeitar o próximo, não fazer pro outro o que não quero que façam pra mim, para correr atrás dos meus sonhos, pra resolver meus problemas sozinha,  dar conta de mim. Sempre fui estimulada a ser independente. O ambiente em que cresci somado à minha personalidade fez de mim a mulher que eu sou.

Comecei a trabalhar quando tinha 13 anos para ajudar nas despesas da minha família, que eram enormes. Nunca fiquei sentada esperando a sorte chegar. Corri atrás do que eu queria desde muito cedo.

E o fato de ser uma mulher forte, autoresponsável, proativa não me impediu de casar e ser feliz assim, dividindo a minha vida com alguém.

Não vivo para limpar a casa, lavar pratos ou dedicar 100% do meu tempo aos meus filhos. Mas adoro cozinhar e ter minha família reunida em volta da mesa. Gosto da minha casa limpa e não vejo nenhum problema e dar uma boa faxina quando necessário. Não faço isso sempre, tenho o privilégio de ter alguém pra me ajudar, mas sei fazer e não me sinto diminuída por isso.

Ser casada não define quem eu sou

Ser casada não faz de mim uma mulher chata, que vive em função do marido, não me faz esperar que ele a abra porta do carro ou puxe a cadeira, apesar de não ver nenhum problema nessas gentilezas.

Sei pregar botão e sei indicar costureiras incríveis. Sei fazer o melhor almoço de domingo e posso dividir a conta do restaurante impecável.

Aprendi  muito cedo a cuidar do espaço que ocupo. Sei cuidar de mim, da minha casa. Gosto de cuidar da minha família e de ser cuidada por eles.  Mas meu repertório não se resume a marido, filhos e casa. Sei falar de política, arte, filosofia, vinhos e viagens.

Nunca sonhei com anel ou vestido branco e não espero presentes do meu marido (na verdade já faz tempo que não espero nada de ninguém), mas não me importo nem um pouco em ser presenteada, lembrada, reconhecida e amada.

Não fui criada para casar. Fui criada para ser feliz. Mas, casei. E isso não faz de mim uma mulher que se encaixa no conceito “bela, recatada e do lar”. Considero cruel esse estigma, criado pela indústria de entretenimento, que faz das mulheres casadas vilãs, chatas e frustradas e das solteiras e das amantes as mocinhas descoladas e gente boa.

Vamos combinar que cuidar ou não da casa, saber ou não cozinhar, sonhar ou não com o casamento dos contos de fada é completamente indiferente quando se trata de amor. Isso tem muito mais a ver com grana. A independência que isso tudo representa é a financeira, não a afetiva.

Essa conversa sobre como a mulher DEVE SER tornou-se muito cansativa.

Essa classificação de mulheres: casada, solteira, feminina, feminista está muito chata. O que importa se sou casada, solteira, se gosto de homens ou de mulheres, se me intitulo feminista ou não?

Vamos olhar além disso tudo, vamos pensar fora da caixinha, vamos abrir mão dos rótulos?

Sou mulher. Faço minhas escolhas e respondo por elas. Ponto final.

E você, é feliz com as escolhas que fez?

Com amor,

Marília Lopes

ONDE ESTÁ O SEU PODER?

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Eu estou exatamente onde os MEUS PÉS me trouxeram. Eu sou 100% responsável por quem eu sou e por tudo o que acontece comigo.

Tomar consciência disso foi uma das experiências mais libertadora que vivi. Quando deixei de culpar qualquer fator externo pelas adversidades e aprendi a assumir as conseqüências das minhas ações, palavras, pensamentos e até sentimentos, percebi que eu poderia transformar minha vida. E foi o que aconteceu.

Enquanto a culpa pelos nossos fracassos, pelo que nos causa decepção, dor, incômodo ou medo for do outro, do país em que vivemos, da família em que crescemos, dos professores ruins, da crise financeira, do chefe, ou de qualquer coisa que não NÓS MESMOS, não haverá estímulo para mudança. Se eu não sou responsável pela situação que vivo, não tenho como mudá-la. E espero que algo aconteça fora de mim para que eu fique bem, me vejo como uma pobre vítima das circunstâncias.

E quando agimos como vítimas, abrimos mão do poder de realizar, do poder de transformar. É muito comum entregarmos este poder para outras pessoas ou criarmos infinitas condições para exercê-lo: vou me cuidar “quando” tiver tempo, “quando” for feliz, serei feliz “se” me casar, “se” tiver um diploma, “se” tiver um corpo perfeito, “se” estiver no emprego dos sonhos.

Nesse círculo vicioso dificilmente seremos felizes. Ou decidimos parar, olhar pra dentro, viver o aqui e o agora, começar de onde estamos ou viveremos frustrados e na expectativa de dias melhores.

Quando saímos da energia de vítima para entrar na energia da autorresponsabilidade, retomamos o nosso poder, olhamos a vida por outra perspectiva, nos sentimos capazes de transformar a nós mesmos e o mundo ao nosso redor. É um desfio que vale a pena!

E você, quais condições impõe para a sua felicidade? Onde está colocando o seu poder?

Com amor,

Marilia Lopes