APENAS UM MINUTO

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Há alguns dias tive um sonho intrigante. Em meio a muita confusão uma frase ficou registrada: a quais valores quero ser fiel?

Passei dias pensando nisso. O que orienta minhas escolhas? O que levo em consideração ao traçar meus planos? Afinal, o que é importante para mim?

Esse sonho aconteceu num período em que eu estava meio relaxada comigo mesma comendo mal, sem tempo pra meditar, sem nenhuma prática energética, dormindo muito, de férias daquilo que alimenta minha alma.

Foi um daqueles puxões de orelha que recebemos da vida de vez em quando. E valeu! Porque me trouxe de volta, me lembrou o quanto eu estava distante do que me faz bem.

Pra mim é muito forte a relação entre me cuidar física/energeticamente e estar equilibrada, centrada.

Quando estou conectada comigo, me cuidando, é natural saber o que é importante, o que me orienta, o que realmente vale a pena.

E por que não estou sempre conectada? Por que nós não estamos sempre nos cuidando, observando o que nos faz bem?

Porque passamos os dias ligados no piloto automático, obedecendo inconscientemente a padrões e condicionamentos. Estamos, na maior parte do tempo, distraídos e consideramos isso normal. Já nos acostumamos a viver assim, sem olhar pra dentro, focados no mundo externo.

Vivemos encantados com os milhares de estímulos recebidos pelo nosso cérebro a cada minuto, com as sensações proporcionadas pelos nossos sentidos e com o que pensamos sobre tudo isso. Aí fica fácil se perder, esquecer quem realmente somos, sair do caminho, passar por cima do que é fundamental.

É nesse campo de inconsciência coletiva que o consumismo, as obsessões, as compulsões, a intolerância e mais um monte de reações indesejadas encontram espaço para crescer e se multiplicar.

Mas como sair desse caos, como estabelecer essa conexão interna?

Pare. Silencie. Observe.

Há milênios grandes mestres pregam a meditação, a pausa, o silêncio como remédio para as aflições humanas.

Você pode pensar: “Eu não consigo meditar. Sou muito ansiosa. Sou muito agitada. Essas coisas zens não combinam comigo.”

Você consegue. Todos conseguem, se quiserem.

O mestre espiritual brasileiro Sri Prem Baba lançou recentemente a campanha “Apenas 1 minuto”, uma forma de incentivar o cultivo do silêncio e a prática da meditação.

“Esse conhecimento e essa prática estão ao alcance do todos, independente da classe social, da religião, da nacionalidade. Um instante de silêncio é suficiente para transformar seu estado mental e emocional”, diz Prem Baba.

Se você parar por um minuto e simplesmente observar a sua respiração você já estará meditando, já terá iniciado o caminho de volta pra si mesmo.

E será nesse espaço entre suas atividades e seus pensamentos que emergirá pra consciência aquilo que realmente é importante, pra onde você deve canalizar a sua energia.

O filósofo e matemático francês Blaise Pascal dizia que “a única causa da infelicidade do homem é não saber como ficar quieto em seu quarto”. Estar quieto em seu mundo interno ainda é um desafio para o Ser Humano. Abrir mão do barulho mental, de tudo o que vem de fora e mergulhar no silêncio da meditação é um caminho para o autoconhecimento e para descobrir a quais valores você quer ser fiel.

Apenas um minuto. Comece. Tente. Você perceberá a diferença.

Com amor,

Marilia Lopes

 

LIVRO: MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS | Clarissa Pinkolas Estes

 

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Este livro entrou na minha vida em 2012, ano em que completei 40 anos. Ele veio pelas mãos de uma outra Marília, mulher muito especial com quem convivi menos do que gostaria. Uma psicóloga linda que hoje cria seus filhos em São Thomé das Letras, como sempre sonhou.

Mulheres que correm com os lobos é daqueles livros intensos, de leitura lenta e digestão demorada. Ele traz mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem e nos guia por um caminho de descobertas, revelações e autoconhecimento.

Recomendo sua leitura a todas as mulheres que desejam entrar em contato com sua essência, que estejam dispostas a despertar sua alma selvagem e encontra La Loba, a guardiã das memórias e intenções femininas.

A mim, o livro trouxe inúmeras reflexões, muitas pausas e a necessidade de caminhar em busca do sagrado feminino que habita em mim e da mulher livre e selvagem que faz parte da minha natureza.

Em contato com as histórias contadas por Clarissa relembrei a importância de ouvir meu corpo, minha intuição, de aceitar tudo o que há em mim, de confiar na mulher que me tornei. Fui inspirada a encarar crenças limitantes, padrões e condicionamentos que orientavam minhas escolhas.

Este livro faz parte dos meus dias, está confortavelmente acomodado no meu criado e ainda provoca muitas transformações.

com amor,

Marilia Lopes

 

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Mulheres que correm com os lobos
Autora: Clarissa Pinkola Estés
Tradução: Waldéa Barcellos
Editora Rocco