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DETOX NA VIDA

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Com a abertura da temporada detox pós carnaval, lembrei deste texto da Ruth Manus e compartilho com vocês:

DETOX NA VIDA

Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

(…)

Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.

Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.

Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.

Eu quero um ano detox

Detox de dias iguais.

Detox de gente ruim.

Detox de maus hábitos.

Detox de inveja.

Detox de relações doentes.

Detox de obsessões.

Detox de pessimistas.

Detox de medo de mudar.

Detox de dias desperdiçados.

Detox de sentimentos pobres.

Detox de superficialidade.

Detox de vícios.

Detox de viver por viver.

E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?

Com amor,

Marilia Lopes

 

VÍDEO: AS BENZEDEIRAS DE MINAS | Co.madre

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Fé. O documentário AS BENZEDEIRAS DE MINAS fala de fé. Fé na oração de mulheres simples, que rezam pedindo a Deus a cura de todos os males.

O  vídeo de 25 minutos faz parte do Co.madre, um acervo audiovisual sobre mulheres, que valoriza os conhecimentos, a memória, a ancestralidade, a identidade, o envolvimento comunitário e a cultura.

A construção desse acervo busca evidenciar a força das mulheres na história de seus povos, contribuindo para a redução de diversas formas de opressão, discriminação e preconceitos que atingem mulheres ibero-americanas.

Co.madre nasceu de uma parceria entre o Coletivo Etinerâncias, nove colaborador@s de países da Iberoamérica e mulheres da comunidade de San Basílio de Palenque, durante o III LabiCco – Laboratório Ibero-Americano de Inovação Cidadã, em Cartagena (Colômbia), de 9 a 23 de outubro de 2016.

Eu cresci acreditando na força da oração, no poder das palavras e das intenções. Na minha família, o benzimento é tradição. Benzia-se contra quebranto, benzia-se criança desconfiada, cortava-se o medo de andar.

O documentário me lembrou das muitas benzedeiras que já visitei. Senti o cheiro da arruda, o gosto da cinza na água, o sopro das orações sussurradas e o medo das mãos enrugadas a desenhar o sinal da cruz.

Vale a pena assistir este e os outros documentários disponíveis na plataforma.

E você, já se benzeu? Já recorreu a alguma benzedeira? Compartilhe sua experiência conosco aí nos comentários, ou simplesmente cite o nome das mulheres rezadeiras, curandeiras que você conhece.

Com amor,

Marilia Lopes

 

 

VÍDEO: O QUE APRENDI COM O SILÊNCIO | Márcia Baja

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Neste vídeo, Márcia Baja nos conta o que aprendeu com o silêncio e como a meditação pode ser útil no  processo de soltarmos aquilo que não somos, pra deixar brilhar a nossa essência.

Descanse disso que você acha que é, pra você ser o que realmente é

Márcia Baja completou um retiro fechado de 3 anos e 3 meses em 2013. Ela atua como instrutora de ioga e também como tutora do CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatva, que está presente em vários estados do Brasil. Hoje oferece cursos pelo país e reside no CEBB Darmata, em Timbaúba (PE), onde ajuda a coordenar retiros fechados. Desde 1996, Márcia é aluna de Lama Padma Samten, o mestre budista que fundou o CEBB.

Através do olhar, da voz e de gestos que são pura serenidade, ela fala com propriedade do processo de meditação e nos mostra como deveria ser simples e fundamental o relaxar, o soltar, o observar.

Márcia Baja é pura inspiração. Vale apena investir seu tempo para ouvi-la.

Com amor,

Marília Lopes

A gente recebe as coisas e vai fazendo o que todo mundo faz, mas a gente não para pra pensar se esse é o meu caminho, se isso é o que eu gostaria de realizar na minha vida (…) a gente vai numa onda, fazendo o que é comum, o que tem sido comum pra todos, sem fazer esse mergulho dentro de si mesmo.

Márcia Baja

*Imagem Google

VÍDEO: QUAL O SENTIDO DO CASAMENTO NOS DIAS DE HOJE? | Monja Coen

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Conheci Monja Coen durante meu curso de formação em Yoga no espaço do professor Marcos Rojo, em São Paulo. Desde então a acompanho pelas redes sociais. Gosto muito da sua visão budista sobre as questões da vida. Seus ensinamento serão compartilhados aqui com frequência. Nesse vídeo, ela fala sobre os votos  no casamento budista. Vale a pena assistir!

Com amor,

Marília Lopes

 Cada um de nós é o centro da mandala da nossa vida (…) mas no momento de um casamento, onde essa duas mandalas se encontram, forma-se a terceira mandala e os noivos, os dois, o casal está junto. E é do casal que tem que sair essa proposta: porque nos casamos? porque queremos nos casar? qual o significado do casamento? vamos nos apoiar nessa história?

Monja Coen

O PRECONCEITO NOSSO DE CADA DIA

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Onde você guarda o seu preconceito?

O meu fica bem escondidinho e aparece quando eu menos espero. E ele mostrou suas garras quando ouvi rap pela primeira vez. Julguei, menosprezei e errei feio.

Meu universo musical sempre foi restrito e básico. Não tenho lembranças de músicas na minha infância. O ruído da casa dos meus pais sempre foi o da TV, ligada o dia todo.

O rock, principalmente nacional, foi a trilha sonora da minha adolescência vivida nos anos 80.

Já estava na faculdade quando comprei meus primeiros LP´s. Foi nessa época que aprendi a ouvir os tropicalistas e me apaixonei pelo Chico.

Meu marido exerceu grande influência na minha formação musical. Foi ele quem me apresentou quase tudo que gosto hoje.

Na nossa casa sempre tem música e é assim desde que nos casamos, há 21 anos.

Foi nesse contexto que o João Victor -nosso filhote – nos apresentou o rap.

De cara eu não gostei. Recusei. Critiquei.

A batida me parecia agressiva demais e o preconceito era a voz mais alta nos meus ouvidos.

Mas fui vencida e convencida a baixar a guarda, jogar fora as idéias pré-concebidas e me entregar ao som.

Eu dei a mão à palmatória e todo o meu respeito aos que dão voz às minorias e resistem ao status quo.  Gabriel, o pensador, Criolo e Fábio Brazza são alguns dos cantores que expressam em suas músicas o que eu gostaria de falar, de escrever.

Não é todo rap que eu aprecio, mas já quebrei aquela resistência inicial de nem ouvir o que diziam.

Confesso que ainda não é o som que eu coloco pra ouvir. Mas gosto quando está tocando, gosto das reflexões que desperta em mim, gosto de pensar que a poesia e a filosofia desses rappers alcançam meninos e meninas invisíveis aos nossos olhos.

Quando ouvi a música Hei João, de Fábio Brazza com participação do Arnaldo Antunes, pensei: ele está falando por mim, é uma manifestação do que eu considero verdade e do que tentei ensinar pras  minhas crias.

Rap. Mais um preconceito vencido!

Com amor,

Marilia Sáber

Aqui tem a letra e o clipe:

Hei João 

Hey joão
Vencer não quer dizer cifrão
Não ligue pros comerciais
Cuidado com a televisão, hey joão
Hey joão
Tão te vendendo ilusão
Nem sempre o que ganha é mais
Nem sempre o que é mais é bom

Quem foi que disse que isso é um jogo
Quem que disse hein joão?
Que você não é ninguém se for o vice campeão?
Como se não existisse comunhão
Como se tudo na vida resumisse
Então a uma mera disputa
E da fatia do pão quem desfruta, diz truta
Você acha isso certo então me desculpa
A sociedade diz quer ser feliz luta
Mas como, se eu não nasci com o talento do batistuta?
Também não sou filho de algum abílio diniz
Tampouco nasci pra ser uma meretriz, puta
Mesmo não tendo tudo aquilo que eu sempre quis
Como jadakiss mantenho minha raiz bruta
Perder ou vencer, não tem escapatória
A sociedade torna essa modalidade obrigatória
A disputa cria divisórias, contradições notórias
O luxo do burguês é a escassez da escória
Escolha, não existe no final da história
Competição é desleal e predatória
O esforço não define a posição não
João ninguém aqui nunca vai ser joão doria
Por isso eu não quero vitória
Enquanto a intenção final for o capital, a glória
Não, eu não quero vitória
Será que você não vê
Ostentação material é ilusória

Hey joão
Vencer não quer dizer cifrão
Não ligue pros comerciais
Cuidado com a televisão, hey joão
Hey joão
Tão te vendendo ilusão
Nem sempre o que ganha é mais
Nem sempre o que é mais é bom

(o senhor e a senhora
Já viveram a sua glória
Seu tempo acabou, agora
A escória faz história)

Qual a chance o menino que a sociedade sabota tem?
Insano e sem ensino bota na febem
É por isso que lota a febem
Ninguém quer investir em educação corrupção
Irmão e a gente vota em quem?
Ei você idiota que arrota nota de cem
Que estudou, é poliglota, fala bem
Quer reclamar da cota hein mas nota
Bem que chance remota tem
Do moleque passar do corte da nota do enem?
Quer salvar o mundo então vai adota um neném
Fica ligeiro parceiro dinheiro não brota do além
Sem chacota a ideia é outra
Rap nacional como snj
Sabota olha só o poder que a nossa frota tem
Quem é mais merecedor: o empresário ou o professor?
Quem define o salário do trabalhador?
Será que é o esforço mesmo o principal denominador
Ou a sociedade que impõe o valor, e te convence
Que aquele que trabalha vence
Ela quer que você ganhe? não, ao menos que pense
Que é capaz, pois pra ela trás vantagem
Trabalho e consumo joão
É o que sustenta a engrenagem

Hey joão
Vencer não quer dizer cifrão
Não ligue pros comerciais
Cuidado com a televisão, hey joão
Hey joão
Tão te vendendo ilusão
Nem sempre o que ganha é mais
Nem sempre o que é mais é bom

 

LIVRO: MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS | Clarissa Pinkolas Estes

 

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Este livro entrou na minha vida em 2012, ano em que completei 40 anos. Ele veio pelas mãos de uma outra Marília, mulher muito especial com quem convivi menos do que gostaria. Uma psicóloga linda que hoje cria seus filhos em São Thomé das Letras, como sempre sonhou.

Mulheres que correm com os lobos é daqueles livros intensos, de leitura lenta e digestão demorada. Ele traz mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem e nos guia por um caminho de descobertas, revelações e autoconhecimento.

Recomendo sua leitura a todas as mulheres que desejam entrar em contato com sua essência, que estejam dispostas a despertar sua alma selvagem e encontra La Loba, a guardiã das memórias e intenções femininas.

A mim, o livro trouxe inúmeras reflexões, muitas pausas e a necessidade de caminhar em busca do sagrado feminino que habita em mim e da mulher livre e selvagem que faz parte da minha natureza.

Em contato com as histórias contadas por Clarissa relembrei a importância de ouvir meu corpo, minha intuição, de aceitar tudo o que há em mim, de confiar na mulher que me tornei. Fui inspirada a encarar crenças limitantes, padrões e condicionamentos que orientavam minhas escolhas.

Este livro faz parte dos meus dias, está confortavelmente acomodado no meu criado e ainda provoca muitas transformações.

com amor,

Marilia Lopes

 

Quer comprar?

Mulheres que correm com os lobos
Autora: Clarissa Pinkola Estés
Tradução: Waldéa Barcellos
Editora Rocco