Sobre Marilia Lopes

Há alguns anos dedico a me conhecer, a trilhar caminhos que me levem de volta pra casa e a despertar a mulher selvagem, la loba, que existe em mim. Aqui, nesse espaço, vou dividir com vocês tudo que aprendi nesse caminhar…
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ANTEPASTO DE BERINJELA SUPER FÁCIL

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Estou preparando meu famoso antepasto de berinjela, pra receber uns amigos muito queridos no final de semana, e resolvi compartilhar a receita com vocês.

Essa receita é um sucesso e muuuuito fácil de fazer. Nas reuniões da minha família, a berinjela da tia Ma já é tradição.

É uma ótima opção de entrada, acompanha bem qualquer pão ou salada.

Anote aí os ingredientes:

  • 4 berinjelas grandes
  • 1 pimentão vermelho
  • 1 pimentão amarelo
  • 150 gramas de azeitona preta
  • 100 gramas de uva passas
  • 2 cebolas (usei a roxa só porque já tinha em casa)
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • molho de pimenta a gosto
  • orégano a gosto
  • 1 1/2 xícara (chá) de azeite (na receita original, era um copo de óleo e 1/2 de azeite, eu prefiro usar só o azeite. Outra opção é usar o azeite composto)
  • 3/4 xícara (chá) de vinagre de vinho tinto

Corte todos os ingredientes e coloque em uma assadeira grande, junto com temperos. Fica lindo, cheio de cores.

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Cubra com papel alumínio e leve ao forno médio por 1 hora.

Retire o papel alumínio, mexa e mantenha no forno por mais uma hora, na mesma temperatura.

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Aí é só esperar esfriar, morrer com o cheiro que invade a casa inteira e se deliciar.

E o melhor de tudo é que a berinjela traz muitos benefícios pra nossa saúde. Confirmei todos eles com o nutricionista Allan Silvério (Programas Allanutri). Confira:

Principais nutrientes da berinjela

Rica em antioxidantes: a berinjela apresenta uma boa atividade antioxidante pela presença do ácido clorogênico, cafeíco e flavonóides que atuam combatendo o envelhecimento celular e protegendo a oxidação das gorduras nas membranas celulares.

Benefícios para o coração: devido à presença de fibras solúveis e antioxidantes, existe um controle do colesterol e consequentemente uma melhora do fluxo sanguíneo, prevenindo também o estresse oxidativo.

Perda de peso: 1 xícara de berinjela apresenta em torno de 8% de fibra dietética, sendo uma excelente fonte de fibras, o que por sua vez auxilia na perda de peso e redução do colesterol. Além disso, esse fruto tem a vantagem de conter poucas calorias.

Rica em vitaminas do complexo B: a berinjela é rica em vitaminas B1, B2 e B6 que são essenciais para o funcionamento adequado do sistema nervoso central, para produção de energia, equilíbrio hormonal e função hepática.

Fonte de cálcio, magnésio e potássio: esses minerais são essenciais para o adequado funcionamento do organismo atuando na construção, manutenção dos ossos e melhora da contração muscular.

Pele saudável: a vitamina C, presente na berinjela, é um dos nutrientes que ajudam a manter a pele saudável, macia e hidratada, tendo também função antioxidante. Há outros antioxidantes na berinjela, como a antocianina. Todos eles ajudam a combater o excesso dos radicais livres no organismo, que podem causar envelhecimento precoce e rugas.

Prevenção de diversos tipos de cânceres: a casca da berinjela apresenta um potente antioxidante chamado Nasunin, que atua no organismo estimulando a formação de novos vasos e a melhora do suprimento sanguíneo, o que por sua vez contribui para prevenção de diversos tipos de cânceres.

Segundo Allan, as fibras contidas na berinjela, assim como outras fibras, são ativadas através da ingestão de água durante o dia. Para adultos um padrão de 2 litros, ok?

Espero que gostem!

Com amor,

Marília Lopes

 

 

 

EU VEJO VOCÊ

Tibet's exiled spiritual leader the Dalai Lama greets the audience as he arrives at a talk titled "Beyond Religion: Ethics, Values and Wellbeing" in Boston, Massachusetts October 14, 2012. REUTERS/Jessica Rinaldi (UNITED STATES - Tags: RELIGION SOCIETY) - RTR3956W

Conta-se que certa vez perguntaram a sua santidade o Dalai-Lama como ele conseguia se comunicar da mesma forma com interlocutores de diferentes posições sociais. E ele respondeu: quando estou diante de alguém, seja quem for, sempre penso que sou apenas um ser humano falando com outro ser humano.

Parece simples. Somos todos seres humanos, temos a mesma estrutura física, biológica, mental e emocional mas, apesar disso, nos sentimos tão diferentes. Às vezes melhores, às vezes piores, mas raramente iguais.

Se, como o Dalai-Lama, nós pudéssemos olhar com o coração, sentiríamos essa igualdade, mas fomos treinados a olhar o mundo com a mente. E a mente julga o tempo todo, critica, classifica. É o nosso modo automático de viver.

Enxergamos o status social, a orientação sexual, a opção religiosa, a cor da pele, a ideologia política, o estilo do cabelo ou da roupa. Paramos nosso olhar na superfície do outro, na sua imagem.

Se damos ênfase a características específicas de cada um, ficamos congelados nas diferenças, mas se conseguimos ir além, fatalmente nos encontramos com a humanidade de cada ser. Nos reconhecemos no outro.

Afinal, nós compartilhamos muito mais que o mesmo planeta, nós dividimos as mesmas emoções, os mesmos desejos e, quiçá, as mesmas histórias. Na essência, SOMOS TODOS IGUAIS.

E eu acredito que se dedicar a enxergar o que nos assemelha é o melhor caminho para estabelecer diálogos, resolver conflitos e construir relações mais saudáveis.

Quem assistiu o filme Avatar lembra que os Na’vi, povo nativo de Pandora, ao invés de dizer “eu te amo” dizia “eu vejo você”. Ver o outro é reconhecê-lo como semelhante, é ir além da superfície, é mergulhar no SER. É amar.

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Quando reconhecemos o outro como igual, quando lembramos que TODOS NÓS somos movidos por emoções, memórias, crenças e padrões, fica mais fácil entender e respeitar as singularidades de cada um. Reconhecer o outro é lhe dar o direito de ser diferente.

Eu vejo você. Eu vejo tudo que há em comum entre nós. Eu vejo nossas diferenças. Eu vejo o que te move. Eu vejo a sua dor. Eu vejo o seus potenciais. Eu vejo você e aceito tudo o que eu vejo, mesmo aquilo que não me agrada, mesmo aquilo que não encaixa nos meus padrões. EU VEJO VOCÊ! 

Em tempos de tantas manifestações de ódio e intolerância, sugiro que essa frase torne-se nosso mantra. Vamos repeti-la sempre que surgir pensamentos que julgam, que criticam, que classificam e que pré conceituam o outro.

Vamos, como o Dalai-Lama, VER O SER HUMANO que existe em cada um. Não só naqueles que a gente ama, admira, mas, principalmente, naqueles que despertam em nós os piores sentimentos. Vamos nos lembrar que as motivações do outro nascem no mesmo lugar em que nascem as nossas motivações.

Sinta essa frase. Repita quantas vezes for necessário. Olhe pra qualquer pessoa e repita, mesmo que internamente, EU VEJO VOCÊ. Viva o poder que existe nessas palavras.

EU VEJO VOCÊ! EU VEJO VOCÊ! EU VEJO VOCÊ!

Com amor,

Marilia Lopes

 

 

*Imagens Google

VÍDEO: O QUE APRENDI COM O SILÊNCIO | Márcia Baja

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Neste vídeo, Márcia Baja nos conta o que aprendeu com o silêncio e como a meditação pode ser útil no  processo de soltarmos aquilo que não somos, pra deixar brilhar a nossa essência.

Descanse disso que você acha que é, pra você ser o que realmente é

Márcia Baja completou um retiro fechado de 3 anos e 3 meses em 2013. Ela atua como instrutora de ioga e também como tutora do CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatva, que está presente em vários estados do Brasil. Hoje oferece cursos pelo país e reside no CEBB Darmata, em Timbaúba (PE), onde ajuda a coordenar retiros fechados. Desde 1996, Márcia é aluna de Lama Padma Samten, o mestre budista que fundou o CEBB.

Através do olhar, da voz e de gestos que são pura serenidade, ela fala com propriedade do processo de meditação e nos mostra como deveria ser simples e fundamental o relaxar, o soltar, o observar.

Márcia Baja é pura inspiração. Vale apena investir seu tempo para ouvi-la.

Com amor,

Marília Lopes

A gente recebe as coisas e vai fazendo o que todo mundo faz, mas a gente não para pra pensar se esse é o meu caminho, se isso é o que eu gostaria de realizar na minha vida (…) a gente vai numa onda, fazendo o que é comum, o que tem sido comum pra todos, sem fazer esse mergulho dentro de si mesmo.

Márcia Baja

*Imagem Google

PARA CAROLINA

 

Uma carta de intenções, uma forma de enviar para o Universo aquilo que desejo para minha filha que hoje faz 21 anos. Estas são, também, as minhas aspirações para todos os seres. 

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A cada aniversário seu, comemoro mais um ano como mãe.

Com você nasceu a melhor parte de mim.

Há 21 anos, quando te vi pela primeira vez, me surpreendi com a sutileza do que eu sentia. Esperava uma emoção gigantesca, o amor transbordando em mim. Não foi assim.

Nosso amor chegou de mansinho, não num rompante. Não foi amor à primeira vista.

Enquanto te carreguei dentro de mim, sentia uma doce responsabilidade pelo ser que chegava neste mundo através do meu corpo, mas ainda não era o amor que eu esperava.

Amor chegou no dia-a-dia, no toque, no olhar, no leite.

Amor chegou e cresceu, cresceu junto com você e continuou crescendo quando você já não mais crescia.

Amei o bebê, amei a criança, amei a menina e a moça, amo a mulher que você se tornou e amarei o que você vier a ser.

Toda a sua história vive na minha memória. Aqui, dentro de mim, estão todas as Carolinas que você já foi.

Hoje, pensei em muitas de formas de celebrar esses 21 anos à distância. Cismei de te dedicar palavras  acreditando no imenso poder que nelas existem e esperando que cada uma encontre abrigo em ti e se torne realidade.

Vou  usar as letras pra desenhar meus desejos, minhas intenções e minhas bênçãos para você:

Quero que conheça o AMOR de todas as formas. Amor por você, amor pelo próximo, amor pelo Divino e por todas as suas criaturas. Que você dê e receba amor sempre;

que tenha CONSCIÊNCIA de que é potencialidade pura e que tudo é possível a partir da sua vontade;

que experimente a CONEXÃO com a sua essência luminosa, com a presença divina que há em você e com a energia amorosa de seus mestres e guias espirituais, que se sinta protegida, segura e amada;

que a GRATIDÃO e CONTENTAMENTO façam parte de ti. Seja grata pelo que é, pelo que tem, por tudo que vem ou vai e saiba que nada é por acaso e há um propósito para tudo;

que viva a ALEGRIA, que é o alimento da alma.  Divirta-se, celebre, dance, brinque, encontre a criança que há em você e cuide sempre dela. Saiba rir de si mesma, saiba rir da vida e para a vida;

que faça SILÊNCIO, ouça seu coração, só ele sabe o que é bom pra você. Dê pausas. Respire. Se observe. Medite.

que você viva sem EXPECTATIVAS e sem CERTEZAS, elas abortam as surpresas da vida, nos  forçam a ver o mundo através do que já existe na memória, impedem novos olhares ;

que você sinta a energia de DEUS em tudo o que há e que aprenda com a mãe natureza a SER:

ser RIO e fluir, movimentar-se, transformar-se, não se apegar às formas.  Lembre-se que a mudança é a própria vida;

ser TERRA, terreno fértil a nutrir  ideias, sentimentos, relações. Amorosamente, acolha o novo,nutra  o que deve permanecer e aceite as mortes necessárias;

ser FLOR e oferecer ao mundo o que há de melhor em você. Aprenda com elas a não possuir, não acumular: nem coisas, nem conhecimento, nem experiências, nem dores, nem pessoas. Distribua seu talento, seu amor, seus dons;

ser ÁRVORE e respeitar suas raízes: olhe pra traz e seja grata ao que veio antes de ti, honre a sua historia, a sua família, os seus antepassados. Cresça em direção ao alto, de onde emana o poder divino que te sustenta. Permita-se ser alento aos que precisarem da sua sombra e dos seus frutos;

ser FOGO que ilumina, que aquece e que transmuta. Que você seja fonte de luz, sabedoria, calor humano. Que saiba transformar as adversidades em aprendizagens.

Por fim, quero que você se ame completamente e incondicionalmente, que viva no AQUI e no AGORA ciente das infinitas possibilidades que existem em você e que seja feliz como escolher ser.

E assim É!

Lá do fundo do meu coração,

Marília Lopes, mãe da Carolina

 

SOU PERFEITA SEM MODELADOR

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Hoje me deparei com uma propaganda de lingerie no Facebook. Uma foto de uma mulher magra vestindo apenas um modelador e a frase: VOCÊ PERFEITA.

Me peguei pensando sobre o assunto: o que é ser perfeita? um modelador teria a capacidade de me APERFEIÇOAR ou apenas de ESCONDER o que considero imperfeição?

Existe perfeição? Ou existe um padrão criado sei lá por quem e uma indústria tentando, o tempo todo, nos convencer de que precisamos nos encaixar.

Eu não quero participar dessa brincadeira de entrar no quadrado. Escolho me aceitar e olhar com muito amor para o que eu sou, para o corpo que eu tenho.

Eu escolho ver a perfeição que há em mim.

Eu sou perfeita com ou sem modelador.

Sou perfeita do jeito que sou. Sou perfeita com celulite, pneuzinhos e flacidez.

Eu sou perfeita quando acordo, quando saio do banho, com os cabelos molhados, despenteados ou suados.

Eu sou perfeita maquiada ou de cara lavada, produzida ou de pijama.

Carrego neste corpo 43 anos de história e muitas marcas. Tenho um orgulho imenso de cada registro que ele contem.

Se meus pés falassem, eles contariam que sofri uma queda aos quatorze anos e tive uma luxação mal cuidada no pé esquerdo. Eles falariam sobre uma artrite reumatóide que chegou na minha vida cedo demais, atacou severamente um tornozelo e vem me ensinando, com muita dor, a importância de me flexibilizar. Mas esses pés falariam também de SUPERAÇÃO. Falariam de uma peregrinação de 170 km a pé até Aparecida. Falariam do sonho realizado de correr e falariam de como cada passo foi importante pra me trazer até onde estou.

Minha barriga, muito longe de ser um tanquinho, contaria a história mais importante de todas: a de dois seres lindos que ali, nas suas entranhas, foram gerados. Ela traz, além da marca das cesáreas, a marca do amor e do medo que nasceram junto com meus filhos. Ela fala sobre emoção, aceitação, acolhimento, ansiedade e alívio. É ali que estão guardadas as minhas melhores memórias.

Meus seios —bem diferentes do eram antes de alimentar meus bebês — discorreriam sobre o tempo que doei e as rachaduras nas primeiras mamadas. Sobre o toque das mãozinhas nos meus cabelos e as noites sem dormir. Sobre cansaço, quilos perdidos e roupas cheirando a leite. Mas deles você ouviria também lindas histórias sobre o mar de carinho em que eu mergulhava cada vez que me entregava à amamentação e sobre os olhares mais amorosos e sinceros que recebi em minha vida.

Meus punhos falariam da minha teimosia e arrogância que resultaram em lesões articulares irreversíveis porque, em algum momento, resolvi não mais me medicar. Esses punhos relatariam meses de depressão e dor, mas gritariam muito alto: ISSO TAMBÉM PASSOU!

E os ombros? esses carregaram por muito tempo o peso da responsabilidade excessiva e da necessidade de controle. E de tanto esforço, de tanto acreditar que precisavam carregar o mundo, eles cederam, quebraram. Mas eles também me ensinaram o valor das parcerias, o quanto é bom ter com quem contar, dividir, e como a vida foi generosa me oferecendo muitos irmão, amigos e um companheiro incrível.

Meus cabelos, com seus primeiros fios brancos, sussurram nos meus ouvidos que o tempo está passando, mas que não é a idade cronológica que importa, que o que vale mesmo é COMO MINHA ALMA ESCOLHE VIVER.

Minha face fala muito de mim. As linhas de expressão entregam que passei muito tempo “PRÉ-OCUPADA”, acreditando que tudo estava nas minhas mãos e dependiam só de mim pra funcionar bem. Custou pra eu aprender a soltar, a entender que existe uma força superior que rege tudo e que a mim basta viver um momento de cada vez e confiar que tudo é exatamente como deveria ser.

Nesse corpo imperfeito e cheio de memórias, pulsa a VIDA e a PERFEIÇÃO de tudo que foi necessário pra eu ser quem eu sou.

EU SOU PERFEITA SEM MODELADOR. Nada vai modelar minhas experiências ou disfarçar as marcas que elas deixaram em mim.

Com amor,
Marília Lopes

VÍDEO: QUAL O SENTIDO DO CASAMENTO NOS DIAS DE HOJE? | Monja Coen

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Conheci Monja Coen durante meu curso de formação em Yoga no espaço do professor Marcos Rojo, em São Paulo. Desde então a acompanho pelas redes sociais. Gosto muito da sua visão budista sobre as questões da vida. Seus ensinamento serão compartilhados aqui com frequência. Nesse vídeo, ela fala sobre os votos  no casamento budista. Vale a pena assistir!

Com amor,

Marília Lopes

 Cada um de nós é o centro da mandala da nossa vida (…) mas no momento de um casamento, onde essa duas mandalas se encontram, forma-se a terceira mandala e os noivos, os dois, o casal está junto. E é do casal que tem que sair essa proposta: porque nos casamos? porque queremos nos casar? qual o significado do casamento? vamos nos apoiar nessa história?

Monja Coen

ONDE ESTÁ O SEU PODER?

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Eu estou exatamente onde os MEUS PÉS me trouxeram. Eu sou 100% responsável por quem eu sou e por tudo o que acontece comigo.

Tomar consciência disso foi uma das experiências mais libertadora que vivi. Quando deixei de culpar qualquer fator externo pelas adversidades e aprendi a assumir as conseqüências das minhas ações, palavras, pensamentos e até sentimentos, percebi que eu poderia transformar minha vida. E foi o que aconteceu.

Enquanto a culpa pelos nossos fracassos, pelo que nos causa decepção, dor, incômodo ou medo for do outro, do país em que vivemos, da família em que crescemos, dos professores ruins, da crise financeira, do chefe, ou de qualquer coisa que não NÓS MESMOS, não haverá estímulo para mudança. Se eu não sou responsável pela situação que vivo, não tenho como mudá-la. E espero que algo aconteça fora de mim para que eu fique bem, me vejo como uma pobre vítima das circunstâncias.

E quando agimos como vítimas, abrimos mão do poder de realizar, do poder de transformar. É muito comum entregarmos este poder para outras pessoas ou criarmos infinitas condições para exercê-lo: vou me cuidar “quando” tiver tempo, “quando” for feliz, serei feliz “se” me casar, “se” tiver um diploma, “se” tiver um corpo perfeito, “se” estiver no emprego dos sonhos.

Nesse círculo vicioso dificilmente seremos felizes. Ou decidimos parar, olhar pra dentro, viver o aqui e o agora, começar de onde estamos ou viveremos frustrados e na expectativa de dias melhores.

Quando saímos da energia de vítima para entrar na energia da autorresponsabilidade, retomamos o nosso poder, olhamos a vida por outra perspectiva, nos sentimos capazes de transformar a nós mesmos e o mundo ao nosso redor. É um desfio que vale a pena!

E você, quais condições impõe para a sua felicidade? Onde está colocando o seu poder?

Com amor,

Marilia Lopes

 

APENAS UM MINUTO

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Há alguns dias tive um sonho intrigante. Em meio a muita confusão uma frase ficou registrada: a quais valores quero ser fiel?

Passei dias pensando nisso. O que orienta minhas escolhas? O que levo em consideração ao traçar meus planos? Afinal, o que é importante para mim?

Esse sonho aconteceu num período em que eu estava meio relaxada comigo mesma comendo mal, sem tempo pra meditar, sem nenhuma prática energética, dormindo muito, de férias daquilo que alimenta minha alma.

Foi um daqueles puxões de orelha que recebemos da vida de vez em quando. E valeu! Porque me trouxe de volta, me lembrou o quanto eu estava distante do que me faz bem.

Pra mim é muito forte a relação entre me cuidar física/energeticamente e estar equilibrada, centrada.

Quando estou conectada comigo, me cuidando, é natural saber o que é importante, o que me orienta, o que realmente vale a pena.

E por que não estou sempre conectada? Por que nós não estamos sempre nos cuidando, observando o que nos faz bem?

Porque passamos os dias ligados no piloto automático, obedecendo inconscientemente a padrões e condicionamentos. Estamos, na maior parte do tempo, distraídos e consideramos isso normal. Já nos acostumamos a viver assim, sem olhar pra dentro, focados no mundo externo.

Vivemos encantados com os milhares de estímulos recebidos pelo nosso cérebro a cada minuto, com as sensações proporcionadas pelos nossos sentidos e com o que pensamos sobre tudo isso. Aí fica fácil se perder, esquecer quem realmente somos, sair do caminho, passar por cima do que é fundamental.

É nesse campo de inconsciência coletiva que o consumismo, as obsessões, as compulsões, a intolerância e mais um monte de reações indesejadas encontram espaço para crescer e se multiplicar.

Mas como sair desse caos, como estabelecer essa conexão interna?

Pare. Silencie. Observe.

Há milênios grandes mestres pregam a meditação, a pausa, o silêncio como remédio para as aflições humanas.

Você pode pensar: “Eu não consigo meditar. Sou muito ansiosa. Sou muito agitada. Essas coisas zens não combinam comigo.”

Você consegue. Todos conseguem, se quiserem.

O mestre espiritual brasileiro Sri Prem Baba lançou recentemente a campanha “Apenas 1 minuto”, uma forma de incentivar o cultivo do silêncio e a prática da meditação.

“Esse conhecimento e essa prática estão ao alcance do todos, independente da classe social, da religião, da nacionalidade. Um instante de silêncio é suficiente para transformar seu estado mental e emocional”, diz Prem Baba.

Se você parar por um minuto e simplesmente observar a sua respiração você já estará meditando, já terá iniciado o caminho de volta pra si mesmo.

E será nesse espaço entre suas atividades e seus pensamentos que emergirá pra consciência aquilo que realmente é importante, pra onde você deve canalizar a sua energia.

O filósofo e matemático francês Blaise Pascal dizia que “a única causa da infelicidade do homem é não saber como ficar quieto em seu quarto”. Estar quieto em seu mundo interno ainda é um desafio para o Ser Humano. Abrir mão do barulho mental, de tudo o que vem de fora e mergulhar no silêncio da meditação é um caminho para o autoconhecimento e para descobrir a quais valores você quer ser fiel.

Apenas um minuto. Comece. Tente. Você perceberá a diferença.

Com amor,

Marilia Lopes

 

O PRECONCEITO NOSSO DE CADA DIA

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Onde você guarda o seu preconceito?

O meu fica bem escondidinho e aparece quando eu menos espero. E ele mostrou suas garras quando ouvi rap pela primeira vez. Julguei, menosprezei e errei feio.

Meu universo musical sempre foi restrito e básico. Não tenho lembranças de músicas na minha infância. O ruído da casa dos meus pais sempre foi o da TV, ligada o dia todo.

O rock, principalmente nacional, foi a trilha sonora da minha adolescência vivida nos anos 80.

Já estava na faculdade quando comprei meus primeiros LP´s. Foi nessa época que aprendi a ouvir os tropicalistas e me apaixonei pelo Chico.

Meu marido exerceu grande influência na minha formação musical. Foi ele quem me apresentou quase tudo que gosto hoje.

Na nossa casa sempre tem música e é assim desde que nos casamos, há 21 anos.

Foi nesse contexto que o João Victor -nosso filhote – nos apresentou o rap.

De cara eu não gostei. Recusei. Critiquei.

A batida me parecia agressiva demais e o preconceito era a voz mais alta nos meus ouvidos.

Mas fui vencida e convencida a baixar a guarda, jogar fora as idéias pré-concebidas e me entregar ao som.

Eu dei a mão à palmatória e todo o meu respeito aos que dão voz às minorias e resistem ao status quo.  Gabriel, o pensador, Criolo e Fábio Brazza são alguns dos cantores que expressam em suas músicas o que eu gostaria de falar, de escrever.

Não é todo rap que eu aprecio, mas já quebrei aquela resistência inicial de nem ouvir o que diziam.

Confesso que ainda não é o som que eu coloco pra ouvir. Mas gosto quando está tocando, gosto das reflexões que desperta em mim, gosto de pensar que a poesia e a filosofia desses rappers alcançam meninos e meninas invisíveis aos nossos olhos.

Quando ouvi a música Hei João, de Fábio Brazza com participação do Arnaldo Antunes, pensei: ele está falando por mim, é uma manifestação do que eu considero verdade e do que tentei ensinar pras  minhas crias.

Rap. Mais um preconceito vencido!

Com amor,

Marilia Sáber

Aqui tem a letra e o clipe:

Hei João 

Hey joão
Vencer não quer dizer cifrão
Não ligue pros comerciais
Cuidado com a televisão, hey joão
Hey joão
Tão te vendendo ilusão
Nem sempre o que ganha é mais
Nem sempre o que é mais é bom

Quem foi que disse que isso é um jogo
Quem que disse hein joão?
Que você não é ninguém se for o vice campeão?
Como se não existisse comunhão
Como se tudo na vida resumisse
Então a uma mera disputa
E da fatia do pão quem desfruta, diz truta
Você acha isso certo então me desculpa
A sociedade diz quer ser feliz luta
Mas como, se eu não nasci com o talento do batistuta?
Também não sou filho de algum abílio diniz
Tampouco nasci pra ser uma meretriz, puta
Mesmo não tendo tudo aquilo que eu sempre quis
Como jadakiss mantenho minha raiz bruta
Perder ou vencer, não tem escapatória
A sociedade torna essa modalidade obrigatória
A disputa cria divisórias, contradições notórias
O luxo do burguês é a escassez da escória
Escolha, não existe no final da história
Competição é desleal e predatória
O esforço não define a posição não
João ninguém aqui nunca vai ser joão doria
Por isso eu não quero vitória
Enquanto a intenção final for o capital, a glória
Não, eu não quero vitória
Será que você não vê
Ostentação material é ilusória

Hey joão
Vencer não quer dizer cifrão
Não ligue pros comerciais
Cuidado com a televisão, hey joão
Hey joão
Tão te vendendo ilusão
Nem sempre o que ganha é mais
Nem sempre o que é mais é bom

(o senhor e a senhora
Já viveram a sua glória
Seu tempo acabou, agora
A escória faz história)

Qual a chance o menino que a sociedade sabota tem?
Insano e sem ensino bota na febem
É por isso que lota a febem
Ninguém quer investir em educação corrupção
Irmão e a gente vota em quem?
Ei você idiota que arrota nota de cem
Que estudou, é poliglota, fala bem
Quer reclamar da cota hein mas nota
Bem que chance remota tem
Do moleque passar do corte da nota do enem?
Quer salvar o mundo então vai adota um neném
Fica ligeiro parceiro dinheiro não brota do além
Sem chacota a ideia é outra
Rap nacional como snj
Sabota olha só o poder que a nossa frota tem
Quem é mais merecedor: o empresário ou o professor?
Quem define o salário do trabalhador?
Será que é o esforço mesmo o principal denominador
Ou a sociedade que impõe o valor, e te convence
Que aquele que trabalha vence
Ela quer que você ganhe? não, ao menos que pense
Que é capaz, pois pra ela trás vantagem
Trabalho e consumo joão
É o que sustenta a engrenagem

Hey joão
Vencer não quer dizer cifrão
Não ligue pros comerciais
Cuidado com a televisão, hey joão
Hey joão
Tão te vendendo ilusão
Nem sempre o que ganha é mais
Nem sempre o que é mais é bom

 

UM SOM DIFERENTE POR DIA

Gratidão. Este será um tema muito recorrente por aqui, pode ter certeza.

Em fevereiro deste ano, fraturei meu ombro direito. Um tombo besta, um escorregão durante o banho e já era. Três semanas de tipóia. Sai corrida, musculação, pilates, bike e entra filmes, livros, música, muuuuuuuita chuva e um caminhar diário dentro de casa.

Foi muito ruim? Foi nada! Uma pausa necessária, oportunidade de fazer o que geralmente não faço, tempo de me dedicar a um monte de coisas que gosto e que deixo de lado no corre-corre do dia-a-dia. Só pra vocês saberem, a idéia deste blog nasceu durante aquele período. Viu como essa fratura rendeu?

Logo de cara me impus um desafio: 21 dias de tipóia? Um som diferente por dia, 21 cantores/bandas que nunca tive a curiosidade de ouvir e meus horizontes musicais ampliados. Uhuuul!!!

(Quando digo que nunca ouvi quero dizer que nunca parei pra ouvir. Já havia escutado uma música ou outra de alguns dos cantores que participaram da minha play list, mas durante o meu desafio, ouvi  com o coração)

No final, não consegui completar os 21, mas ouvi 18 cantores/bandas diferentes indicados pelos meus filhos, irmãos e amigos.

musica-arte

Imagem Google

Vamos à lista do que rolou por aqui naqueles dias de repouso:

1. Frank Sinatra
2. Carla Bruni
3. Edith Piaf
4. Nina Simone
5. Ella Fitzgerald
6. Belle e Sebastian
7. Clarice Falcão
8. Tiago Iorc
9. Lynyrd Skynyrd
10. Julieta Venegas
11. Lana Del Rey
12. Liniker
13. Banda do Mar
14. Criolo
15. Danni Carlos
16. Amy Winehouse
17. Mallu Magalhães
18. Tiê

Gostei muito de todos, mas me apaixonei pela melodia da Carla Bruni. Desde então gosto de ler e escrever ouvindo suas músicas. Elas me acalmam e me ajudam a concentrar.

Ao Universo, minha gratidão pela queda, gratidão pelo repouso forçado e por tudo que veio com ele, gratidão por cada música que ouvi pela primeira vez e pelas sensações diversas que elas me trouxeram.

E você, quando foi a última vez que fez alguma coisa pela primeira vez? Compartilhe com a gente nos comentários.

Com amor,

Marilia Lopes

 

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